São Paulo, domingo, 18 de novembro de 1951
Neste texto foi mantida a grafia original

EDGAR ALLAN POE
, escritor e poeta, nasceu em Boston, Mass., Estados Unidos, a 19 de janeiro de 1809. Seus pais trabalhavam em teatros ambulantes e faleceram deixando Edgar com apenas dois anos de idade. Foi, então, morar com John Allan, que o levou para a Inglaterra, onde fez estudos, nas cercanias de Londres. Cinco anos mais tarde, regressou aos Estados Unidos, prosseguindo os estudos. Em 1826, ingressou na Universidade de Virginia, cujo curso, todavia, não completou. Havendo querelado com seu pai adotivo, rumou para Boston, onde publicou, em 1827, "Tamerlane", seu primeiro livro. Ingressou por aquela epoca, na carreira militar. Mudou-se para Baltimore e matriculou-se na Academia Militar de West Point, dali se retirando no ano imediato. Colaborou em diversas revistas americanas, principalmente em "Southern Literary Messenger". Casou-se em 1836, transferindo-se para nova York, onde residiu durante dois anos, quando se retirou para Filadelfia, retornou a Nova York e foi para Fordham. Em 1847, perdeu a esposa, vitimada por tuberculose aos 24 anos de idade. Suas novelas, seus contos e suas poesias tinham consideravel influencia em toda a literatura da epoca e foram vertidas para numerosos idiomas. Poe faleceu pobre e abandonado no dia 7 de outubro de 1849 em Baltimore. O conto que hoje apresentamos a nossos leitores é de sua autoria.


CORAÇÃO DENUNCIADOR

Edgar Allan Poe

É verdade. Tenho sido e sou nervoso, muito nervoso, terrivelmente nervoso. Mas, por que ireis dizer que sou louco? A enfermidade me aguçou os sentidos, não os destruiu, nã
o os entorpeceu. Era penetrante, acima de tudo, o sentido da audição. Eu ouvia todas as coisas, no céu e na terra. Muitas coisas do inferno eu ouvia. Como, então, sou louco? Prestai atenção. E observai quão lucidamente, quão calmamente vos posso contar toda a historia.

É impossivel dizer como a idéia me penetrou primeiro no cerebro; uma vez concebida, porem, ela me perseguiu dia e noite. Não havia motivo. Não havia colera. Eu gostava do velho. Ele nunca me fizera mal. Nunca me insultara. Eu não desejava seu ouro. Penso que era o olhar dele. Sim, era isso. Um de seus olhos se parecia com o de um abutre.... um olho de cor azul palida, que sofria de catarata. Meu sangue se enregelava, sempre que ele caía sobre mim; e assim, a pouco e pouco, bem lentamente, fui-me decidindo a tirar a vida do velho e desse modo libertar-me daquele olho para sempre.

Ora, aí é que está o problema. Imaginais que sou louco. Os loucos nada sabem. Deverieis, porem, ter-me visto. Deverieis ter visto como precedi cautamente, com que prudencia, com que previsão, com que dissimulação, lancei mãos à obra.

Eu nunca fora mais bondoso para com o velho que durante a semana inteira, antes de matá-lo. E todas as noites, por volta da meia-noite, eu girava o trinco da porta de seu quarto e abria... oh! bem devagarinho. E depois, quando a abertura era suficiente para conter minha cabeça, eu introduzia uma lanterna com tampa, toda velada, bem velada, de modo que nenhuma luz se projetasse para fora, e, em seguida, enfiava a cabeça. Oh! terieis rido ao ver como a enfiava habilmente. Movia-a lentamente, muito, muito lentamente, a fim de não perturbar o sono do velho. Levava uma hora para colocar a cabeça inteira alem da abertura, até poder vê-lo deitado na cama. Ah! um louco seria precavido assim? E depois, quando minha cabeça estava bem dentro do quarto, eu abria a tampa da lanterna cautelosamente... oh! bem cautelosamente!... cautelosamente... porque a dobradiça rangia... abria-a só até permitir que apenas um debil raio de luz caisse sobre o olho de abutre. E isto eu fiz durante sete longas noites... sempre precisamente à meia-noite... e sempre encontrei o olho fechado. Assim, era impossivel fazer a minha tarefa, porque não era o velho que me perturbava, mas o seu olho diabolico. E todas as manhãs, quando o dia raiava, eu penetrava atrevidamente no quarto e falava-lhe sem temor, chamando-o pelo nome com ternura e perguntando como havia passado a noite. Por aí vedes que ele precisaria ser um velho muito perspicaz, para suspeitar que todas noites, justamente à meia-noite, eu o espreitava, enquanto dormia.

Na oitava noite, fui mais cauteloso que de habito, ao abrir a porta. O ponteiro dos minutos de um relogio mover-se-ia mais rapidamente que meus dedos. Jamais, antes daquela noite, sentira eu tanto a extensão de meus proprios poderes, de minha sagacidade. Mal conseguuia conter meus sentimentos de triunfo. Pensar que ali estava eu, a abrir a porta, pouco a pouco, e que ele nem sequer sonhava com os meus atos ou pensamentos secretos... Ri com gosto, entre os dentes, a essa idéia... e talvez ele me tivesse ouvido, porque se moveu de subito na cama, como se assustado. Pensai talvez que recuei? Não! O quarto dele estava escuro como piche, espesso de sombra, pois os postigos se achavam hermeticamente fechados, por medo aos ladrões. E eu sabia, assim, que ele não podia ver a abertura da porta. Continuei a avançar. Cada vez mais. Cada vez mais.

Já estava com a cabeça dentro do quarto a ponto de abrir a lanterna, quando meu polegar deslizou sobre o fecho de lata e o velho saltou da cama, gritando: "Quem está ai?"

Fiquei completamente silencioso e nada disse. Durante uma hora inteira, não movi um musculo. E, por todo esse tempo, não o ouvi deitar-se de novo. Ele ainda estava sentado na cama à escuta. Justamente como eu fizera, noite após noite, ouvindo a ronda da morte próxima.

Depois, ouvi um leve gemido e notei que era o gemido do terror mortal. Não era um gemido de dor ou de pesar, oh, não. Era o som grave e sufocado que se ergue do fundo da alma, quando sobrecarregada de medo. Bem conhecia esse som. Muitas noites, ao soar a meia-noite, quando o mundo inteiro dormia, ele irrompia do meu proprio peito, aguçando com seu eco espantoso, os terrores que me aturdiam. Disse que bem o conhecia. Conheci tambem o que o velho sentia e tive pena dele, embora abafasse um riso no coração. Eu sabia que ele ficara acordado desde o primeiro leve rumor, quando se voltara para a cama. Daí por diante, seus temores foram crescendo. Tentara imaginá-los sem motivo, mas não fora possivel. Dissera a si mesmo: "é só o vento na chaminé", ou "é só um rato andando pelo chão", ouvi apenas um grito que trilou um instante só. Sim, ele estivera tentando animar-se com essas suposições, mas tudo fora em vão. Tudo em vão, porque a morte, ao aproximar-se dele, projetara sua sombra negra para a frente, envolvendo nela a vitima. E era a influencia tetrica dessa sombra não percebida que o levava a sentir - embora não visse nem ouvisse - a sentir a presença de minha cabeça, dentro do quarto.

Depois de esperar longo tempo, com muita paciencia, sem ouvi-lo deitar-se, resolvi abrir um pouco, muito, muito pouco a tampa da lanterna. Abri-a, podeis imaginar quão furtivamente, até que, por fim, um raio de luz apenas, tenue como o fio de uma teia de aranha, passou pela fenda e caiu sobre o olho de abutre.

Ele estava aberto. Todo, plenamente aberto. E, ao contemplá-lo, minha furia cresceu-o. Vi-o com perfeita clareza. Todo de azul desbotado, com uma horrivel pelicula a cobri-lo, o que me enregelava até a medula dos ossos. Mas não podia ver nada mais da face, ou do corpo do velho, pois dirigira a luz, como por instinto, sobre o maldito lugar.

Ora, não vos disse que apenas é super-acuidade dos sentidos, aquilo que erradamente julgais loucura? Repito, pois, que chegou a meus ouvidos, um som baixo, monotono, rapido como o de um relogio, quando abafado em algodão. Igualmente eu bem sabia que som era aquele. Era o bater do coração do velho. Ele me aumentava a furia, como o bater de um tambor estimula a coragem do soldado.

Ainda aí, porem, refreei-me e fiquei quieto. Tentei manter tão fixamente quanto pude a restea de luz sobre o olho do velho. Entretanto, o infernal tan-tan do coração aumentava. A cada instante ficava mais alto, mais rapido, mais alto, mais rapido. O terror do velho deve ter sido extremo. Cada vez mais alto, repito, a cada momento. Prestai-me bem atenção? Disse-vos que sou nervoso: sou-o. E então, àquela hora morta da noite, tão estranho ruido excitou em mim um terror incontrolavel. Contudo, por alguns minutos mais, dominei-me e fiquei quieto. Mas o bater era cada vez mais alto. Julguei que o coração ia rebentar. E, depois, nova angustia me aferrou: o rumor poderia ser ouvido por um vizinho. A hora do velho tinha chegado. Com um alto berro, escancarei a lanterna e pulei para dentro do quarto. Ele guinchou mais uma vez... uma vez só. Num instante, arrastei-o para o soalho e virei a pesada cama sobre ele. Então sorri alegremente, por ver a façanha realizada. Mas, durante muitos minutos, o coração continuou a bater, com som cavo e surdo. Isto, porem, não me vexava. Não seria ouvido através da parede. Afinal, cessou. O velho estava morto. Removi a cama e examinei o cadaver. Sim, era uma pedra, uma pedra morta. Coloquei minha mão sobre o coração e ali a mantive durante muitos minutos. Não havia pulsação. Estava petrificado. Seu olho não mais me perturbaria.

Se ainda pensais que sou louco, não mais o pensareis, quando eu descrever as sabias precauções que tomei, para ocultar o cadaver. A noite avançava e eu trabalhava apressadamente, porem, em silencio. Em primeiro lugar, esquartejei o corpo. Cortei-lhe a cabeça, os braços e as pernas.

Arranquei depois três pranchas do soalho do quarto e coloquei tudo entre os vãos. Depois recoloquei as tabuas, com tamanha habilidade e perfeição, que nenhum olhar humano, nem mesmo o DELE, poderia distinguir qualquer coisa suspeita. Nada havia a lavar, nem mancha de especie alguma, nem marca de sangue. Fora demasiado prudente no evitá-las. Uma tina tinha recolhido tudo... ah! ah! ah!

Terminadas todas estas tarefas, eram já quatro horas. Mas ainda estava escuro, como se fosse meia-noite. Quando o sino soou a hora, bateram à porta da rua. Desci a abri-la, de coração ligeiro... pois que tinha eu AGORA a temer? Entraram três homens, que se apresentaram, com perfeita mansidão, como soldados da policia. Fora ouvido um grito por um vizinho, durante a noite. Despertara-se a suspeita de um crime. Tinha-se formulado uma denuncia à policia e eles, soldados, tinham sido mandados para investigar.

Sorri... pois que tinha eu a temer? Dei as boas vindas aos cavalheiros. O grito, disse eu, fora meu mesmo, em sonhos. O velho, relatei, estava ausente, no interior. Levei meus visitantes a percorrer toda a casa. Pedi-lhes que dessem uma busca... COMPLETA. Conduzi-os, afinal, ao quarto DELE. Mostrei-lhes suas riquezas, em segurança, intactas. No entusiasmo de minha confiança, trouxe cadeiras para o quarto e mostrei desejos de que eles ficassem ALI, para descansar de suas fadigas, enquanto eu mesmo, na desenfreada audacia de meu perfeito triunfo, colocava minha propria cadeira, precisamente sobre o lugar onde repousava o cadaver da vitima.

Os soldados ficaram satisfeitos. Minhas maneiras os haviam convencido. Sentia-me singularmente à vontade. Sentaram-se e, enquanto eu respondia cordialmente, conversaram coisas familiares. Mas, dentro em pouco, senti que ia empalidecendo e desejei que eles se retirassem. Minha cabeça doia e parecia-me ouvir zumbidos nos ouvidos. Eles, porem, continuavam sentados e continuavam a conversar. O zumbido tornou-se mais distinto. Continuou e tornou-se ainda mais distinto. Eu falava com mais desenfreio, para dominar a situação. Ela, porem, continuava e aumentava sua perceptibilidade, até que, afinal, descobri que o barulho não era dentro de meus ouvidos.

É claro que, então, a minha palidez aumentou sobremaneira. Mas eu falava ainda mais fluentemente e em tom de voz muito elevado. Não obstante, o som se avolumava... E que podia eu fazer? Era um SOM GRAVE, MONOTONO, RAPIDO... MUITO SEMELHANTE AO DE UM RELOGIO ENVOLTO EM ALGODÃO. Respirava com dificuldade... E, no entanto, os soldados não o ouviam. Falei mais depressa ainda, com mais veemencia. Mas o som aumentava constantemente. Levantei-me e fiz perguntas a respeito de ninharias, em tom bastante elevado e com violenta gesticulação, mas o som constantemente aumentava. Oh! Deus! Que poderia eu fazer? Espumei. enraiveci-me... Praguejei. Fiz girar a cadeira, sobre a qual estivera sentado, e arrastei-a sobre as tabuas, mas o barulho se elevava acima de tudo e continuamente aumentava. Tornou-se mais alto... mais alto... mais alto. E os homens continuavam ainda a passear, satisfeitos, e sorriam. Seria possivel que eles não ouvissem? Deus Todo Poderoso!... não, não! Eles suspeitavam!... Eles SABIAM!... Estavam zombando do meu horror!...

Isto pensava eu e ainda penso.

Outra coisa qualquer porem, era melhor que essa agonia. Qualquer coisa era mais toleravel que essa irrisão. Sentia que devia gritar ou morrer!... E agora... de novo!... escutai... mais alto! MAIS ALTO! MAIS ALTO! MAIS ALTO!...

- Vilões - trovejei - não finjam mais. Confesso o crime. Arranquem as pranchas!... aqui, aqui!... ouçam o batido do seu horrendo coração.
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