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Renovação controvertida

O novo estilo do Blazer 2001 divide opiniões, mas
há aperfeiçoamentos internos e um
vibrante motor 2,4

Texto e fotos: Fabrício Samahá

Poucas vezes se viu, na história da indústria nacional, tamanha polêmica quanto à reestilização de um carro. Desde a apresentação dos novos S10 e Blazer, no último Salão do Automóvel (leia cobertura), picapeiros e não-picapeiros vêm, em sua maioria, criticando a solução adotada para trazer robustez ao desenho dos utilitários da General Motors. Esta, por sua vez, acredita ter atingido seu objetivo e espera que os consumidores logo se acostumem com a controvertida novidade.

Ao lado do novo estilo, foram introduzidas melhorias internas (como novo painel) e um inédito motor de 2,4 litros a gasolina, que substitui o 2,2 e assume a liderança na categoria em potência, com 128 cv. O Best Cars Web Site aproveitou para unir as novidades à primeira avaliação completa do Blazer desde a adoção de nova suspensão traseira, na linha 2000. De quebra, ficaríamos com a versão básica, acabamento inédito neste tipo de avaliação.

Mudanças na traseira são sutis, mas os pára-lamas destacados e de linhas retas são uma das novidades mais polêmicas da reestilização efetuada no Blazer e no S10

Se não se pode afirmar que a GM acertou em cheio na reforma, o Blazer talvez tenha obtido o melhor conjunto da linha. Isso porque seu porte robusto e compacto combina melhor com a frente retilínea do que acontece no S10. Mesmo os pára-lamas pronunciados e de formas retas, um dos principais alvos das críticas, encontram seu lugar no utilitário-esporte. Ponto negativo é a grade arredondada, que destoa dos componentes novos e dos que permaneceram. A grade, aliás, agora sobe com o capô, sendo sustentados por molas a gás.

Os faróis permanecem com
duplo refletor e lente de policarbonato -- não dê importância se você ler, em gibis por aí, que este material plástico é novidade ou o responsável pela melhora. O que mudou é que os refletores são de superfície complexa e, acionado o facho alto, o baixo se mantém aceso, o que melhorou sensivelmente a iluminação. Nesta versão não há faróis de neblina (também de superfície complexa na DLX e Executive), mas bem poderia existir a luz traseira de mesmo fim.

A grade não combina com os faróis, que ganharam eficiência com refletores de superfície complexa e quatro fachos na posição alto; lentes de policarbonato existem no modelo desde 1995
O Blazer 2001 é diferente já na chave, em que o controle remoto destrava a porta do motorista em separado às demais, para evitar acesso indesejado por outra porta. O alarme é do tipo ultrassônico, podendo ser inibido para que uma pessoa ou animal permaneça no veículo, e há imobilizador de ignição com código criptografado, difícil de reproduzir clandestinamente.

Escalado o habitáculo -- são 48 cm de subida na frente e 50 cm atrás, o que justificaria a adoção de estribos --, o interior está mais interessante, com um painel bonito e arredondado, que aposenta o retilíneo usado desde 1995. A versão básica  traz como opção bancos individuais (o do motorista com ajuste lombar) com console central e porta-objetos, o que elimina o lugar de um sexto ocupante, possível no conjunto de série.

O acabamento é simples mas correto, embora o desenho de portas mantido da linha anterior destoe um pouco. A regulagem dos encostos poderia ser milimétrica, por botão giratório em vez de alavanca. Os instrumentos, de fácil leitura, incluem manômetro de óleo e voltímetro (que poucos sabem usar) mas não conta-giros, que qualquer motorista conhece. Mas há bom espaço para objetos, dois porta-copos e temporizador da luz interna, com apagamento gradual e acionamento ao se destravar a porta.
Mais agradável e funcional, o novo painel fica devendo conta-giros na versão básica; agora é possível pedir duas bolsas infláveis e desativar os avisos sonoros de luzes acesas e outros

Boas notícias: hodômetros digitais (de difícil adulteração) com exibição alternada do parcial com o relógio, como no Celta; comando giratório de luzes externas, em vez das confusas teclas anteriores; e possibilidade de desativar os avisos sonoros de cinto não-atado, luzes acesas e chave no contato. Pela primeira vez na linha são oferecidas duas bolsas infláveis, a do passageiro tornada possível pelo porta-luvas mais baixo. Continua

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