A Buell sai da pista

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A divisão de esportivas da Harley-Davidson lança a Ulysses,
uma 1200 com certa disposição para o fora-de-estrada

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação
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Assim como certos automóveis, no Brasil e no exterior, vêm ganhando acessórios e suspensão elevada para um aspecto fora-de-estrada, a Buell resolveu aplicar essa fórmula para obter sua primeira moto de uso misto, a Ulysses XB 12X. A marca americana, fundada em 1984 e hoje pertencente à Harley-Davidson, partiu da arquitetura de suas esportivas para fazer uma moto que, sem perder o ar de "devoradora de asfalto", parece apta a caminhos mais precários.

A semelhança visual com a Lightning não é coincidência. Mas a Ulysses ganhou suspensões Showa de maior curso, altura livre do solo de 171 mm, pára-lama distante da roda dianteira e pneus Dunlop de uso misto (120/70 à frente e 180/55 atrás), ainda que mais voltados ao asfalto. A distância entre eixos cresceu 50 mm, o guidão é mais alto e largo e os pedais levam a uma posição mais ereta do piloto. O banco tem altura acessível, 841 mm. O sistema Triple Tail (traseira tripla) permite usar o porta-bagagens em duas posições, sobre o assento do passageiro ou atrás dele, e ainda transformá-lo em apoio para esse ocupante. Duas tomadas de 12 volts, bom espaço sob o banco e malas opcionais adicionam conveniência.

Antes que os fiéis à marca protestem, vale dizer que as características essenciais de uma Buell foram preservadas: baixo centro de gravidade, centralização de massas, reduzido peso não-suspenso. Contribuem para isso o tanque falso (os 16,7 litros de combustível são armazenados no quadro, de alumínio), o reservatório de óleo do motor na suspensão traseira e o escapamento sob o motor. As rodas de 17 pol garantem agilidade nas mudanças de direção e, como nas esportivas, o único disco de freio dianteiro é imenso (375 mm) e fixado ao aro, não ao cubo da roda.

A Ulysses também não descuida do desempenho. O motor V2 de 1.203 cm3, arrefecido a ar, fornece 101,4 cv de potência a 6.600 rpm e 11,2 m.kgf de torque a 6.000 rpm, mais que suficientes para o moderado peso de 193 kg. O câmbio tem cinco marchas e a transmissão final utiliza correia dentada, silenciosa e robusta, ideal para uma moto que — ao menos em teoria — será submetida a condições mais severas de uso que suas irmãs de asfalto.

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Data de publicação: 30/7/05

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