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Bem mais ousada que a antiga 600 F, a nova Honda
CBR 600 RR adota tecnologias da RC 211 V de MotoGP

Texto: Ricardo Peres - Edição: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

A categoria MotoGP de motovelocidade ganhou, em 2002, muita repercussão por conta do título antecipado de Valentino Rossi e da grande campanha de Alexandre Barros, que chegou a dar muito trabalho ao campeão da temporada. Tivemos ainda como coadjuvantes Tohru Ukawa e Daijiro Kato (3º. e 7º. lugares).

Esses quatro pilotos conseguiram proezas montados em Hondas RC 211 V (Barros, apenas nas quatro últimas provas), que em muito colaborou para o nascimento da novíssima CBR 600 RR. Se o "R" das esportivas significa racing (competição), a sigla com duplo "R", herdada de sua irmã maior CBR 900 RR FireBlade, quer passar a idéia de "racing em dobro" ou "muito mais racing".

Das formas e grafismos a muitas soluções técnicas, fica evidente a inspiração da nova CBR na RC 211 V de MotoGP, à esquerda na foto ao lado

Comparando-se a nova 600 com a RC-V, notam-se muitas semelhanças, já que o novo projeto não tem praticamente nada em comum com a CBR 600 F -- moto que ela não substitui, por se tratarem de perfis diferentes de usuário --, apenas coincidências como o ângulo de cáster de 24º. Apesar de ótima moto e de ter sido uma das primeiras 600 dentro do conceito hoje vigente, a "F" não demonstra um apelo esportivo tão radical.

Começando pela parte estética, nota-se que foi totalmente inspirada na moto de competição, pois suas formas são quase idênticas: a carenagem de linhas afiladas, um pequeno trecho do quadro sob o falso tanque aparecendo, além de uma parte do motor. Porém, na parte inferior ela prossegue até quase tocar a roda traseira. Para reforçar sua vocação "das pistas", o assento é do tipo 1+1, com opção de tampa para o garupa, transformando-a em monoposto.

Agressividade na frente, com os três elementos do farol, e na traseira, com a saída de escapamento central. Ao lado, o painel em que só o conta-giros é analógico

As semelhanças não param por aí. O escapamento deixou a lateral da moto para posicionar-se sob a rabeta, o que gera pontos a favor da aerodinâmica e da distribuição de peso entre os lados. O tanque de combustível não fica onde se imagina: debaixo dessa cobertura de plástico está um volumoso filtro de ar. Os 18 litros do efetivo tanque estão localizados atrás do motor e sob o assento do piloto, onde contribui para a distribuição de massas e para baixar o centro de gravidade. Continua

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Data de publicação: 25/1/03

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