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Aposta na originalidade

Do freio dianteiro à transmissão, as esportivas da Buell
surpreendem a quem só conhece a Harley nos EUA

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

Pense-se em moto americana e logo vêm à mente os clássicos modelos da Harley-Davidson, repletos de cromados e orgulhosos do ruído característico -- e patenteado -- do motor V2. Para 99% dos motociclistas, é uma surpresa saber que a mesma H-D produz, sob a marca Buell, esportivas de desenho e características técnicas radicais.

A Blast, modelo de entrada da marca: estilo simples, 500 cm3, modestos 34 cv

Erik Buell, americano da Pensilvânia, pilotava motos de competição quando contatou a Harley-Davidson, em Milwaukee, no estado de Wisconsin, para construir um modelo para as pistas. Nascia em 1983 a Buell RW 750, com motor a dois tempos de quatro cilindros, para competir na classe Formula 1 da AMA (American Motorcycle Association). Com a extinção desta categoria e a regulamentação do Campeonato de Superbikes, para 1986, Erik partiu para a RR 1000, com o motor da Harley XR 1000.

Produziu 50 unidades até que acabasse o suprimento de motores; então passou a usar o 1200 da Harley, produzindo mais 65 motos. Depois da RR 1200 vieram a RS 1200 de dois lugares, em 1989, e a RSS 1200, em 1992. No ano seguinte a Harley adquiria 49% das ações da nova empresa Buell Motorcycle Company, participação acionária que cresceria para 98% em fevereiro de 1998. Seguiram-se os modelos Thunderbolt S2, Lightning X1, Cyclone M2 e Thunderbolt S3.

A Lightning XB9S, lançamento para 2003, utiliza um mínimo de componentes estéticos. Os escapamentos saindo por baixo e o quadro de larga seção, que faz as vezes de tanque de combustível, são peculiares da marca

A linha atual da Buell compõe-se de três modelos: Blast, Lightning XB9S (sucessora da X1 para 2003) e Firebolt XB9R. A Blast é o modelo de entrada, com motor de um cilindro, comando no bloco, duas válvulas e 492 cm3, arrefecido a ar, que enfatiza a força em baixa rotação. São apenas 34 cv de potência a 6.500 rpm e 4,14 m.kgf de torque a 5.500 rpm, o bastante para uma tocada tranqüila, sem anseios esportivos.

O quadro serve como reservatório de óleo lubrificante para o motor e a transmissão final utiliza correia dentada, mais limpa que a corrente e mais eficiente que o cardã. Relativamente leve (163,3 kg) e dotada de pequenas rodas de 16 pol, a Blast tem na agilidade seu destaque.

O motor V2 de concepção tradicional não passa de 92 cv, mas tem farto torque em baixa rotação: 9,4 m.kgf a 5.500 rpm

A Lightning é bem mais ousada no estilo: além de um quadro de alumínio com seção especialmente larga, que atrai a atenção, utiliza um mínimo de peças pintadas e não tem tampas laterais ou rabeta, transmitindo a impressão de que se removeram componentes de uma esportiva carenada. Os dois pequenos faróis e o pequeno pára-lama dianteiro acentuam essa sensação. Continua

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Data de publicação deste artigo: 3/8/02

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