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Supermotos

O pássaro negro mais veloz do mundo

Topo de linha da Honda, a CBR 1100 XX Super BlackBird
tem estilo sóbrio, mas chega perto dos 300 km/h

Texto: Emerson Costa - Fotos: divulgação

Se no mundo do automóvel é raro que um mesmo fabricante preencha com destaque os mais acessíveis e os mais elevados segmentos do mercado -- já imaginou um Porsche popular, ou um Daihatsu com motor V12? --, entre as marcas de motocicletas isso é bastante comum. Bom exemplo é a Honda, que tem na base de sua carteira de produtos as econômicas Biz e CG Titan, e no topo da linha, a CBR 1100 XX Super BlackBird.

O farol de formato inusitado, com refletores dispostos em dois níveis, e a traseira de certa agressividade compõem o estilo sóbrio e esportivo da Super Blackbird  

Misto de esportiva e estradeira, a BlackBird tem um visual bastante discreto. Os grafismos não são espalhafatosos, restringindo-se aos que identificam o modelo e a marca. A cor preta, em tese, seria a mais adequada para a moto, por seu sobrenome BlackBird (pássaro negro), mas o azul, também disponível no Brasil, é mais jovial sem quebrar a sobriedade. A carenagem envolvente, testada em túnel de vento, tem formas suaves e sua característica mais marcante são dois bocais de indução direta de ar (Ram Air), logo abaixo do farol, para o radiador de óleo do motor.

O conjunto ótico é muito harmonioso. Com farol baixo e alto em níveis diferentes, ele pôde ficar mais afilado, contribuindo para a aerodinâmica. O desenho da lente foge ao convencional, pois tem a base no formato de meia-lua, as bordas como raios e o topo em linha reta. Também em favor da aerodinâmica, as luzes de direção foram instaladas nos retrovisores. A Honda conseguiu aliar beleza e eficiência com esse conjunto ótico.
 

O nome BlackBird, ou pássaro negro, combina melhor com a versão preta da
CBR 1100 XX, mas a azul consegue ser jovial sem perder a classe

O pára-brisa tem um tamanho adequado para proteger instrumentos e piloto, sem comprometer a estética. O pára-lama também foi testado em túnel de vento e possui furos para evitar a turbulência. Como as laterais são discretas, os olhos buscam por algo que negue o visual recatado -- e encontram exatamente no fim da BlackBird. A traseira é o ângulo mais esportivo dessa máquina. As ponteiras do escapamento têm um furo maior central e seis menores em torno dele. O pneu largo reforça o apelo esportivo e as lanternas encaixam-se perfeitamente no conjunto.

No painel completo e analógico, só o relógio é digital. Não há espaços visíveis entre os mostradores, levemente inclinados para facilitar a leitura. Com o motor desligado, os ponteiros do velocímetro e conta-giros descansam em posição perpendicular. Continua

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