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Imagem não é tudo

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O Renault Logan, que satisfaz quem precisa de muito espaço e cobra
pouco por isso, caracteriza uma compra puramente racional

Texto: Luiz Fernando Wernz - Fotos: divulgação

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Com linhas retas e algo antiquadas, o Logan mostrava contrastes nessa versão Privilège: um interior simples, mas com toques de acabamento

 
 
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A reestilização para 2011 trouxe um aspecto mais refinado; note que até a versão Authentique das fotos ganhava puxadores de porta melhores

Provavelmente nunca se ouviu, ou se ouvirá, alguém que diga que seu sonho de consumo em termos de automóvel é um Renault Logan. O estilo, uma das principais armas que um carro tem para apaixonar as pessoas, não foi mesmo uma prioridade no projeto desse modelo. E isso não é um demérito; afinal, ele atingiu o objetivo a que se propõe nos mercados para os quais foi idealizado.

O Logan foi projetado pela Dacia, braço romeno da Renault, para aumentar a participação da marca francesa em mercados emergentes como os da região leste da Europa. Esses mercados exigem três requisitos para que um carro faça sucesso; espaço, robustez e economia. O desenho, assim, é pensado muito mais em favor da função e do baixo custo de fabricação que da beleza.

E a receita deu certo. Apesar de as dimensões externas não serem das maiores, ao entrar num Logan tem-se a impressão de estar em um sedã de porte médio para grande. Graças às linhas retas, ao teto alto e às laterais com curvatura mínima, é fácil levar cinco pessoas em seu interior. A sensação de amplitude ainda é beneficiada pela linha de cintura baixa e a grande área envidraçada lateral, na contramão de desenhos recentes. Além disso, o Logan tem um dos maiores porta-malas do mercado e acomoda a bagagem de todos os ocupantes com facilidade.

Ao Brasil o Logan chegou em junho de 2007, já como modelo 2008, em três versões. A mais simples, Authentique, estava disponível apenas com motor 1,0-litro flexível de 16 válvulas. Trazia só o básico; conta-giros, para-choques na cor da carroceria, imobilizador do motor, tomada de 12V, vidros verdes. Eram opcionais ar quente, ar-condicionado e desembaçador do vidro traseiro. Nem mesmo regulagem interna dos retrovisores podia equipá-lo!

A versão intermediária Expression dispunha tanto do mesmo propulsor quanto, já em outubro de 2007, do 1,6-litro flexível de oito válvulas. E trazia de série regulagem de altura para o banco do motorista, terceira luz de freio, friso lateral, iluminação do porta-malas e espelho no para-sol do passageiro. Seus opcionais eram ar-condicionado ou ar quente, direção com assistência hidráulica, controle elétrico dos vidros e travas com comando destas a distância.

Para finalizar, havia a versão de topo Privilège. Equipada com motor 1,6-litro flexível de 16 válvulas, oferecia, além dos itens das demais, iluminação no porta-luvas, vidros elétricos traseiros, rodas de 15 pol, maçanetas na cor da carroceria, melhor revestimento, faróis de neblina e apoio de cabeça para todos os passageiros. O ar-condicionado permanecia opcional e, junto com rádio/toca-CDs, rodas de alumínio de 15 pol e duas bolsas infláveis frontais, formava o pacote Estilo. Não existiam freios antitravamento ABS nem como opcional. A garantia de três anos ou 100.000 quilômetros era um atrativo de toda a linha.

Apesar do esforço de evitar na versão Privilège associar pobreza ao estilo do carro, a simplicidade era notória. Como exemplos, os espelhos retrovisores externos eram uma peça única, aplicável em ambos os lados, o que prejudicava seu campo visual. Os materiais do interior eram demasiado simples, com carpetes de pouca espessura, tecidos de toque áspero e plásticos rígidos, e os puxadores das portas eram muito desfavoráveis ao uso. Não foi previsto rebatimento do banco traseiro e, ao lavar o para-brisa, a varredura pelo limpador não era automática — tudo em nome da economia. Ao menos o volante era espumado e o painel tinha agradável iluminação indireta em vermelho.
 
Na parte técnica, qualquer um dos motores podia rodar com gasolina sem álcool, como a vendida em países vizinhos. O câmbio era exclusivo, com melhorias em relação ao do Clio para que a alavanca não mais se movimentasse conforme o uso do acelerador. Na versão Authentique não havia barra estabilizadora na suspensão dianteira e os discos de freio, sólidos, eram menores do que os das outras versões. Apenas o Privilège tinha discos ventilados.

Em 2009 o Logan Authentique deixou de ser oferecido com motor 1,6 e, em julho, tanto o motor 1,6 16V quanto a versão Privilège eram descontinuados — sinal de que a proposta econômica do modelo era julgada incompatível com o motor e o acabamento superiores, mais caros. No mês seguinte era lançada a série limitada Up. Baseada na versão Expression, tinha motor 1,0-litro, rodas de 15 pol e maçanetas na cor do carro. No painel, aros cromados contornavam os instrumentos e havia rádio/toca-CDs com MP3 e comandos no volante.

A linha Logan 2011 chegava com mudanças que fizeram bem ao visual. A frente ficou menos antiquada com novos para-choque, faróis e grade. A traseira recebia outras lanternas, tampa do porta-malas e para-choque. O uso de apliques cromados adicionava refinamento ao Renault, tornando-o mais agradável que a primeira versão. Os puxadores de porta estavam maiores e os comandos dos vidros elétricos passavam do painel para as portas.

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Data de publicação: 24/1/12

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