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Guia de Compra

Ítalo-mineiro com estilo e desempenho

Com motores potentes e bom pacote de equipamentos a
um preço convidativo, o Tempra é boa opção de médio usado

Texto: Alberto Polo Jr. - Fotos: Renato Araújo

Embora tenha custo de manutenção um tanto alto, o Fiat Tempra oferece também uma das melhores relações custo-benefício do mercado de usados. É possível encontrar uma versão 16V, dotada de bons equipamentos, a partir de R$ 8.300. E a liquidez também é elogiável: raras são as unidades que ficam mais de uma semana nos estoques das grandes lojas.

O Tempra foi lançado na Europa em 1990, desembarcando no Brasil um ano depois. Para rodar aqui, passou por alterações na suspensão e na tampa traseira (saiba mais). Em um segmento em que as maiores novidades eram as reestilizações do Monza e do Santana, o todo-novo Tempra era uma revolução, tanto pelo estilo moderno quanto pelo espaço interno.

A princípio, era oferecido com motor 2,0 de duplo comando e oito válvulas, com carburador e 99 cv, nas versões básica e Ouro. Os modelos com injeção (únicos abordados neste Guia de Compra) estrearam em 1993, com a versão de topo 16V, primeira multiválvula da produção brasileira. Antes disso, em 1992, ganhou uma inédita versão duas-portas, exclusiva para o mercado nacional e de vendas reduzidas.

O 16V era vendido na versão Ouro e contava com ar-condicionado, direção assistida, vidros, travas e retrovisores elétricos e rodas de alumínio de série. Opcionalmente podia receber freios antitravamento (ABS) e bancos com regulagem elétrica revestidos em couro. Seu motor tinha potência declarada de 127 cv – na realidade, parecia render mais do que isso.

Em 1994 chegava o mais forte dos Tempras, o 2,0 Turbo i.e. Oferecido apenas com duas portas, era um show à parte: além do motor 2,0 de oito válvulas com turbocompressor, resfriador de ar e 165 cv – que o colocava, ao lado do Omega CD 3,0, como o mais potente nacional –, trazia ar-condicionado com controle automático, computador de bordo, alarme com acionamento à distância e aerofólio traseiro, entre outros.

O Turbo, junto com o 16V, já era modelo 1995 e ganhava nova grade e painel com linhas mais arredondadas. A versão mais simples (i.e.) ganhava injeção e passava de 99 para 105 cv; vinha com direção assistida e vidros e travas elétricos. Em 1995 era lançado o Stile, com o mesmo motor do Turbo (este logo descontinuado), porém com quatro portas e visual mais sóbrio. Continua

O modelo 1995, primeiro com injeção no motor de oito válvulas: painel modernizado e amplo espaço interno

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Data de publicação: 6/11/04

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