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Voltar ao batente, após um agradável período de férias, para muitos, é bem desgastante. Se analisarmos profundamente, esse sentimento tem a ver com a cultura que coloca o trabalho como uma penitência. Dificultando sua retomada, que deveria ser encarada de forma natural.
O trabalho deve ser visto como fonte da nossa vida, onde nos realizamos, nos sentimos úteis e produtivos. Assim nada mais natural, que após as férias, estejamos com vigor e gana. Mas por que muitos sentem essa essa dificuldade para retornar ao trabalho? Um motivo é a zona de conforto e o outro é o pensamento.
Zona de conforto
O homem sente dificuldade de sair da sua zona de conforto (no caso aqui as férias), de entrar num novo ritmo de vida, preferindo permanecer da mesma forma. A transformação, a adaptação, é algo agressivo. A conseqüência, é uma estranha e desagradável sensação emocional, variando de pessoa para pessoa. Explico.
Quem pensa muito ressente mais a volta ao trabalho
Uma pessoa imaginativa, que pensa e teoriza muito a sua vida, sempre terá mais dificuldade no primeiro mês. Uma pessoa mais prática, que não pensa muito, faz esta adaptação de forma mais natural.
O grande mal do homem é pensar demais. Se pensasse menos, tudo seria mais fácil. Se ele não pensar, a felicidade chega naturalmente. Pensar demais causa stress, infelicidade e desgaste de tempo e energia.
Esta sensação desagradável da volta ao trabalho, ocorre porque o homem sempre imagina negativamente o enfoque dos desafios. Uma carga vinda lá da infância, onde nos passaram, inconscientemente, anulações, castrações e negatividades. Ou seja, a negação da própria vida.
Toda vez que imaginamos realizar algo, vem forte a visão negativa e pessimista a respeito das nossas possibilidades. A pessoa não tem consciência desse fenômeno. Ela apenas sente o mal estar em relação a ter que realizar qualquer coisa. Por isso, o aconselhável ao chegarmos das férias, é evitar pensar e partir rápido para a ação.
Primeiro, porque você vai pensar contra você. Segundo, porque envolvido no seu trabalho, você terá tantas recompensas, que logo estará novamente adaptado a esse novo ritmo de vida.
Sempre gosto de dizer, que a prática é um milhão de vezes mais fácil do que a teoria. Justamente porque quando pensamos, pensamos contra nós. Quando se pensa muito no fazer, não se tem vontade fazer. Logo vá direto para o fazer.
No final das férias, reflita. Traga com otimismo, positivismo e entusiasmo os projetos que irá realizar. Isso fará com que essa mudança do repouso para o trabalho, aconteça de uma maneira natural.
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Nuno
Cobra é formado pela Escola de Educação
Física de São Carlos e pós-graduado
pela Universidade de São Paulo. Foi preparador
físico de Ayrton Senna, Mika Hakkinen, Rubens Barrichello,
Abílio Diniz entre outros. Atualmente, é
professor de qualidade de vida na área de
Recursos Humanos do Programa de Educação
Continuada em Administração para executivos
- USP - MBA. Exerce também, consultoria em qualidade
de vida individual e em empresas.
e-mail: nunocobra@uol.com.br