Antoni Plácid Guillem Gaudí Cornet, nasceu em 25 de Junho de 1852 na província de Tarragona, Espanha. Desde criança, sofria de reumatismo, doença que o proibia de brincar com as crianças de sua idade e o fez faltar muitas vezes à escola. Durante todo o tempo livre, dedicava-se a observar animais, plantas e pedras. Desta época escolar se conta uma historieta na qual o professor fez uma dissertação sobre as aves e o uso das asas para voar, ao que o pequeno Gaudí respondeu que, na sua casa, havia galinhas que tinham asas mas não voavam, demonstrando uma visão observadora aguçada fora do comum.
Durante sua vida escolar, Gaudí fazia desenhos para ilustrar o jornal semanal manuscrito e trabalhava como cenógrafo no teatro do colégio. Com a melhoria de seu estado físico começou a fazer excursões com o teatro da escola e passou a desfrutar da observação de novas paisagens. Em 1868, Gaudí se mudou para Barcelona para estudar arquitetura. Antes de entrar para a universidade fez um curso de preparação na Escola Provincial de Arquitetura, onde faltava muito às aulas para ir à biblioteca e paralelamente estudou filosofia, história, economia e estética.
Suas notas não foram esplêndidas, mas em duas matérias ele teve nota máxima, numa delas, num desenho de ensaio e invenção de edifícios ou suas partes (projetos). O projeto deveria ser uma porta de entrada de um cemitério, mas Gaudí começou desenhando um carro fúnebre e personagens tristes para criar o ambiente adequado. Ao ver o desenho, o examinador pensou que tinha diante de si um louco ou um gênio. Estes dois qualificativos acompanharam Gaudí por toda a sua vida. Ao apresentar o desenho foi suspenso, pois não desenhou a porta - alguns meses depois, porém, recebeu nota máxima pelo desenho genial.
Em 1910, Gaudí alcança a fama e paulatinamente vai modificando seu estilo de vida. Quando seu pai morre, interna sua sobrinha e se retira para viver modestamente em suas oficinas. Continua com suas práticas religiosas e recebe amavelmente os que visitam as obras, mas reduz todo contato com os que se o procuram para tirar fotografias ou pedir-lhe uma entrevista jornalística.
Vestia-se muito humildemente, por isso, no dia de sua morte, ao ser atropelado por um bonde, um taxista se negou a levá-lo por confundi-lo com um vagabundo. Gaudí morreu aos 74 anos e cumpriu seu desejo de morrer como os pobres, em um Hospital Cristão. Foi enterrado no túmulo da Sagrada Família, obra na qual trabalhou nos últimos 42 anos de sua vida, e que deixou não concluída.