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A grande maioria dos homens não leva a sério o tratamento de sífilis, doença sexualmente transmissível, mesmo após a detecção da doença pela parceira. É o que mostra levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde com base nos registros do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids entre os anos de 1998 e 2008. Neste período, o Estado registrou 6.958 casos de sífilis congênita, quando a doença é transmitida durante a gestação da mãe para o filho. Do total de casos detectados, em apenas 12,7% dos registros os pais ou os parceiros sexuais das mães procuraram tratamento adequado para a doença. Buscando atingir este público, o CRT/Aids está lançando uma campanha focada nos homens. A doença A sífilis é uma doença infecciosa e sexualmente transmissível. É causada pela bactéria Treponema pallidum e manifesta-se em três estágios: primária, secundária e terciária. Os dois primeiros estágios apresentam as características mais marcantes da infecção, quando se observam inicialmente pequenas feridas nos órgãos sexuais (cancro duro) e com ínguas (caroços) nas virilhas. Esses sintomas costumam aparecer de duas a três semanas após a relação sexual desprotegida com pessoas infectada, e é quando a doença é altamente transmissível. Depois, a doença desaparece durante um longo período. A pessoa infectada não sente nada e apresenta uma aparente cura das lesões iniciais, mesmo em casos de indivíduos não tratados. A doença pode ficar estacionada por meses ou anos, até o momento em que surgem complicações graves como cegueira, paralisia, doença cerebral, problemas cardíacos, podendo inclusive levar à morte. Caso a mulher infectada fique grávida neste período pode acontecer a transmissão da sífilis para o bebê. Neste caso a doença recebe o nome de sífilis congênita.
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