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Associação dos Artistas, que tem como objetivo aperfeiçoar, divulgar e
dinamizar projetos sócio-culturais em diversas cidades da Baixada
Santista, convida a todos os interessados em aprender alguma modalidade
artística a se inscrever, até o dia 23 deste mês, em uma das oficinas
culturais realizadas em parceira com a Prefeitura de São Vicente. No
total, são oito cursos, divididos em dança de rua, dança de salão,
história em quadrinhos, coral, violão, artesanato e teatro. A novidade,
para este ano, é a oficina de percussão. A expectativa é atrair
grande número de jovens. As turmas serão divididas por faixa etária:
infantil, adolescente, adulto e melhor idade. A idade mínima exigida é
de oito anos. Para
se inscrever é fácil. Basta comparecer à Academia de Artes
"Professor Oswaldo Névola Filho", que fica na Rua João
Ramalho, 988, no Centro, das 9 às 18 horas. Os interessados devem levar
duas fotos 3x4, xerox do documento de identidade ou da certidão de
nascimento e do comprovante de residência. Segundo
o diretor de projetos especiais da Oscip (Organização Sociedade Civil de
Interesse Público), Arnaldo
Catalan, a Associação fomenta as discussões sobre as práticas artísticas
na região, ressaltando o papel da arte no contexto social contemporâneo
e seus possíveis desdobramentos educativos. "Mais de 3 mil pessoas já
participaram dos cursos e oficinas culturais, gratuitamente, sendo que
muitos se destacaram, e transformaram o talento em profissão. Entretanto,
a idéia é ampliar essa rede de atendimento, uma vez que a Associação
dos Artistas mantém, há quatro anos, uma ampla política de
responsabilidade social". Arnaldo
explica que as oficinas foram idealizadas com o objetivo de criar um espaço
destinado à produção e reflexão da expressão artística, contribuindo
para criar, entre os estudantes, uma mentalidade de produção autônoma.
Configurando-se em espaço aberto à comunidade, a entidade vem
congregando estudantes, artistas, arte-educadores e profissionais de áreas
correlatas, interessados em pesquisar as possibilidades deste meio, que
abrange desde as técnicas tradicionais, até os mais contemporâneos.
"Serve, também, à comunidade leiga, interessada em arte e desejosa
de uma experiência estética concreta", destaca. O
diretor defende que ainda há espaço para a arte num mundo marcado cada
vez mais pelas forças econômicas, regido pelo consumo, padronizado pela
produção industrial de massa. "A interação, e os benefícios que
a arte proporciona a quem a pratica, são infinitos. Além disso, as
aulas, e a descoberta do talento, contribuem para um processo de
auto-conhecimento", explica Arnaldo. Para
dinamizar o acesso à arte para quem mora na Área Continental de São
Vicente, foi criada uma sede com a devida estrutura, para atender aos
alunos da melhor forma possível, facilitando, assim, o deslocamento até
a sala de aula. "Não medimos esforços para instalar um espaço
cultural, assumindo, assim,
um compromisso concreto de novas relações sociais na Cidade",
afirma Pedro Gouvêa, secretario de Turismo e Cultura.
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