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Vandalismo e furtos custam mais
de R$ 700 mil por ano aos cofres públicos
da Redação
Placas
de trânsito, banheiros públicos, mesas e cadeiras escolares e monumentos na orla
e praças, são alguns dos alvos constantes de furtos e vandalismo na cidade. Para
consertar e recuperar esses objetos e imóveis, a prefeitura tem custo anual de
mais de R$ 700 mil (incluindo a reposição de sinalização de trânsito), o que
possibilitaria equipar cerca de sete UBS (Unidades Básicas de Saúde) ou
construir 20 moradias populares.
Na orla, as ações dos vândalos têm maior incidência nos banheiros dos postos de
salvamento e dos conjuntos de quiosques, constantemente depredados, obrigando a
prefeitura a repor toda semana peças sanitárias hidráulicas, além de torneiras.
Pelo menos dez fontes (seis na orla e quatro em praças públicas) também são
danificadas, o que exige frequente intervenção da Seosp (Secretaria de Obras e
Serviços Públicos). O mesmo ocorre com os bancos de madeira e chuveiros da
praia, alvos de pichações e depredações.
A Secult (Secretaria de Cultura) também contabiliza prejuízos com o vandalismo,
em especial os monumentos, o que acarreta gasto anual de cerca de R$ 80 mil em
reparos. Santos possui 104 monumentos, sendo que 33 deles estão na orla. Todos
eles passam por lavagens de acordo com pré-agendamentos ou em caso de pichações.
Os monumentos de bronze, que recebem aplicação de cera antipichação, são os
principais objetos de furtos devido ao valor comercial do material. “Por isso,
as placas de monumentos novos ou recolocadas têm fixação mais profunda”, explica
Maria Inês Rangel Garcia, responsável pelo acervo cultural e monumentos da
cidade.
A prefeitura recupera, por meio da Semmal (Seção de Manutenção de Mobiliário e
Almoxarifado), da Seduc (Secretaria de Educação), cerca de 6 mil móveis
escolares (carteiras e cadeiras) por ano, grande parte danificada ou pichada
pelos próprios alunos. Cerca de 300 móveis acabam sendo descartados no período
de 12 meses, devido ao estado em que se encontram, o que gera um prejuízo anual
de cerca de R$ 12 mil.
Outro problema está no furto e os danos a placas de sinalização de trânsito, que
resultaram, no ano passado, um custo de mais de R$ 170 mil. Das mais de seis mil
placas implementadas em 2008, todas confeccionadas na fábrica da CET (Companhia
de Engenharia de Tráfego), 2.200 foram recolocadas em razão de furtos ou atos de
vandalismo, o que representa 37% do total instalado. Para não despertar ainda
mais a atenção dos ladrões que furtavam placas de sinalização em alumínio, há
alguns anos a CET passou a utilizar o material em fibra de vidro, que é
resistente à ferrugem, às chuvas, à umidade e ao sol, e não tem valor comercial.
Denúncias
A Seseg (Secretaria Municipal de Segurança), em conjunto com outras secretarias
municipais e forças de segurança da cidade, tem promovido operações de força
tarefa em locais de receptação de materiais furtados, como ferros-velhos
clandestinos. Por meio da Guarda Municipal e da corporação do Guardião-cidadão,
também realiza rondas nas áreas e nos equipamentos que são alvos de furtos e
vandalismo. Com o apoio das câmeras do SIM (Sistema Informatizado de
Monitoramento), diversas irregularidades já foram flagradas na orla, na Praça
Mauá (Centro Histórico) e na Alemoa Industrial. Denúncias podem ser feitas todos
os dias (24 horas) no telefone de emergência social 0800-177766 (gratuito).
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