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31/10/09
- 02h34
Bertioga estuda implantação de
recifes artificiais na região de Itaguaré
da Redação
Estudos que definirão os pontos
onde serão lançados os recifes artificiais na região da Praia de Itaguaré, em
Bertioga, devem começar nos próximos dias. O contrato de serviços de pesquisa
com esse fim já foi firmado entre a Prefeitura e a Fundação de Estudos de
Pesquisas Aquáticas (Fundespa), responsável pela elaboração da pesquisa, que
será realizada em seis meses, ao custo de R$ 98,8 mil.
Na tarde de quarta-feira (28), Bertioga cumpriu uma das etapas do processo para
obter licenciamento para implantação de recifes artificiais, com a realização do
1º Seminário sobre o assunto, que aconteceu no auditório da Faculdade de
Bertioga (Fabe). Na oportunidade, o prefeito Mauro Orlandini entregou cópia do
contrato assinado ao coordenador do projeto da Fundespa, oceanógrafo Roberto
Ávila.
Durante o evento, que reuniu representantes da Colônia de Pescadores Z-23, de
marinas e outras entidades náuticas, além dos Legislativos municipal e estadual
e Executivo, o diretor de Operações Ambientais da Prefeitura, Bolívar Barbanti
Júnior apresentou levantamento sócio-ambiental realizado pelo Município.
O estudo minucioso retrata dados preliminares colhidos entre fevereiro e agosto
deste ano, referentes à pesca artesanal, com 18 famílias de pescadores
profissionais, que representam aproximadamente 10% dos pescadores da região.
De acordo com Barbanti, esse levantamento é importante porque mostra subsídios
para avaliação dos locais mais apropriados para o lançamento das estruturas no
mar. “Nesse primeiro momento indicamos a região de Itaguaré como área a ser
licenciada para receber os recifes”, disse o diretor, informando que a
Prefeitura tem a expectativa de lançar as estruturas até o fim do primeiro
semestre do ano que vem, logo após os estudos de campo da Fundespa.
O evento foi aberto com a explanação do professor do Instituto Oceanográfico da
Universidade de São Paulo (USP), Frederico Brandini, que falou de sua
experiência com a implantação de recifes artificiais no litoral do Estado do
Paraná.
Em seguida o oceanógrafo Roberto Ávila, apresentou o trabalho e as técnicas
usadas pela Fundespa na realização de pesquisas. Ambos os técnicos elogiaram o
projeto de Bertioga, salientando ser o pioneiro e o mais bem elaborado e
organizado do Estado de São Paulo.
A mesa, presidida pelo prefeito Mauro Orlandini, foi composta pelo secretário de
Meio Ambiente, Manoel Prieto Alvarez e pelo vereador Ney Lira, que na
oportunidade representava o presidente da Câmara Municipal, Antônio Rodrigues
filho.
O seminário contou, também, com as presenças dos secretários municipais
Elizabete Aguiar (Saúde) e Amer José Feres (Educação e Desenvolvimento
Culturas); do vereador Renato Faustino, além de representantes de entidades
náuticas e da comunidade em geral.
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