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Cidade de MacaÚ investe para formar nova forša no v˘lei nacional
19h23 - 22/11/98

Agência Folha
Em Macaé

No início, a atacante Isabel ficou com um pé atrás quando foi procurada por dirigentes do Macaé Sports/Petrobras, que lhe apresentaram a proposta ousada de disputar a Superliga 98/99 com um time novo, sem tradição nas quadras brasileiras. Isabel resolveu arriscar. Decidiu voltar às origens - no vôlei do Rio - e apostar no reerguimento desse esporte no estado, que teve times poderosos como Lufkin e Supergasbras (ambos se revezavam no título brasileiro na década de 80) e revelou craques como a própria Isabel, Vera Mossa e Jacqueline. O Macaé Sports/Petrobras estréia na Superliga, dia 6, às 16h, em casa, contra o MRV/Minas. É o primeiro capítulo de um casamento que está dando certo entre o esporte e a cidade da Região Norte Fluminense.


O time conta com jogadoras como Márcia Fu, Edna, Ana Lúcia, Margareth, Fuka e Renatinha, todas com passagem pelas principais equipes brasileiras ou pela Seleção Brasileira. E é treinado por Mauro Lima, ex-treinador da Seleção infanto-juvenil do Rio. A idéia era formar um time para o Estadual. O Macaé, criado em junho deste ano, venceu o torneio e passou a sonhar com a Superliga, principal competição de vôlei no Brasil. "Este é um projeto de três anos. No começo, foi um pouco complicado, indefinido, mas agora se alguma equipe bobear estaremos lá", diz o supervisor Gualberto Veiga. O Macaé entra na Superliga com esse espírito: o time sabe que não está entre os favoritos, apesar da experiência das jogadoras, mas quer surpreender os favoritos Rexona, Leites Nestlé, BCN, Uniban e UnG.


A cidade está apostando alto no esporte: além do hóquei na grama feminino e do caratê, as novas meninas dos olhos são o vôlei (tanto na quadra quanto na praia). "É a realização de um sonho. Após o Campeonato Brasileiro Juvenil, organizada no cidade, a Federação nos incentivou a organizar uma etapa do Estadual adulto masculino (com Olympikus e Ulbra). Então, veio a idéia de montar um time para a Superliga", conta o secretário de Comunicação da Prefeitura de Macaé, Luiz Fernando Passeado. O investimento no time é da ordem de R$ 800 mil, orçamento modesto se comparado com outras equipes gigantes, que chegam a gastar R$ 5 milhões numa temporada.


Passeado diz que a cidade está envolvida com o time. "O time nasceu de um espírito de cooperativa das jogadoras. Queremos envolver o comércio e as pessoas de Macaé", afirma. Segundo ele, o time tentou contratar a atacante cubana Mireya Luis, que já foi considerada a melhor jogadora do mundo. "Entramos em contato com um empresário cubano, mas eles só aceitam a transferência de várias jogadoras juntas para o país." O Macaé procurou ainda a meio-de-rede americana Nina Foster, mas ela optou pelo Leites Nestlé. Entre as brasileiras, Vera Mossa e Filó foram alternativas.


Além de uma boa participação na Superliga - o time sonha com o sexto lugar, que o levaria para os playoffs -, Macaé pretende investir nas categorias de base, para revelar jogadoras para o time adulto. "Este será um ano de aprendizado. Temos uma guerreira, a Márcia Fu. Se derem mole, vamos beliscar", diz o presidente do Macaé Sports e secretário municipal de Esportes, Fred Kohler. Para o próximo ano, o objetivo é mais ambicioso: disputar o título.

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