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Romerito,39, vai encerrar carreira após Copa América
21h14 - 17/03/99

Sport Press
Em Assunção

Julio César Romero, o Romerito, um dos maiores ídolos do futebol paraguaio em todos os tempos, com passagens pelo Cosmos/EUA, Barcelona e Fluminense, atualmente defendendo o clube que o projetou, o Sportivo Luqueño, do Paraguai anunciou que depois da Copa
América, no Paraguai, em junho, abandonará a carreira de jogador profissional.

No mês de agosto, Romerito completará 40 anos de uma vida dedicada ao futebol. O apoiador começou a ser notado quando, brilhantemente, conduziu a seleção paraguaia ao título da Copa América de 79, derrotando o Brasil na semifinal.

"Jogamos com o Brasil em Assunção e vencemos por 2 a 1. Eles tinham um timaço, com Leão, Amaral, Edinho, Carpeggiani, Sócrates, Éder ... Depois, no Maracanã, diante de 80 mil pessoas, empatamos em 2 a 2, com um gol meu, e nos classificamos para enfrentar o Chile, a quem derrotamos na final" lembra Romerito.

A boas atuações pela seleção do Paraguai chamaram a atenção do Cosmos, de Nova York, time que, anos antes, havia contratado ninguém menos que Pelé.

"Com o Pelé joguei pouco, pois ele logo encerrou a carreira. Mas tive o privilégio de atuar com fenômenos como Risjbergen (holandês do carrossel de 74), Chinaglia, Carlos Alberto e Beckenbauer, entre outros. Além disso, tive a oportunidade de conhecer várias estrelas do cinema americano, pois a Warner Bros era a dona do Cosmos e promovia festas inesquecíveis", relembra.

A passagem pelo Fluminense foi inesquecível tanto para Romerito como pela torcida tricolor. Tricampeão carioca, marcou contra o Vasco o gol do título brasileiro de 84. Era chamado carinhosamente de "Dom Romero" pelos tricolores. Foi nas Laranjeiras que ele teve a oportunidade de trabalhar com aqueles que considera os melhores técnicos de futebol que conheceu, em sua opinião:

"Carlos Alberto Torres, com tive oportunidade também de jogar, no Cosmos, tratava muito bem os jogadores. Se percebia que o clima no treino estava quente, mandava logo todo mundo tomar banho. Não gostava de concentração e sempre nos levava ao teatro. Já o Parreira é um homem muito distinto, um estudioso que trabalha muitíssimo bem taticamente. Descobria os pontos fracos dos adversários, e nos fazia ver que, por detalhes, se perde uma partida ou um campeonato.

Ano passado, o jogador não foi convocado pelo então técnico da seleção paraguaia, Paulo César Carpeggiani, para a Copa da França (disputou a do México, em 86), segundo diz a imprensa paraguaia, devido a problemas de relacionamento com o goleiro e maior ídolo do futebol guarani, o goleiro Chilavert, que o acusava de ter sido amigo do ditador Alfredo Strossner. Isso, no entanto, não abalou seu prestígio, e ainda hoje, é lembrado como um dos maiores ídolos do futebol sul-americano em todos os tempos. Romerito nunca vestiu as camisas de Olímpia e Cerro Porteño, os dois maiores times do Paraguai, e será o humilde Sportivo Luqueño, que o revelou para o futebol, que terá o privilégio de tê-lo em ação pela útlima vez.

"Depois de Copa América paro de jogar. Farei um belo jogo de despedida. Pelé e Carlos Alberto já me falaram que virão prestigiar", conclui "Dom Romero", que não esconde o desejo de ser convocado para tentar dar o 2o. título continental ao povo paraguaio.

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