

|
Vale prevê fazer leilão de Cenibra na primeira semana de maio
17/04/2001 20h04
Por Denise Luna
RIO DE JANEIRO (Reuters) - O leilão da participação da Companhia Vale do Rio Doce na produtora de celulose Cenibra deverá ser realizado na primeira semana de maio, disse executivo da Vale nesta terça-feira.
"Dando continuidade à política de abandonar o setor de papel e celulose, devemos fazer o leilão da Cenibra na primeira semana de maio", disse à Reuters o superintendente de relações com os investidores, Roberto Castelo Branco.
A Vale vendeu em fevereiro a Bahia Sul Celulose para o Grupo Suzano, com quem dividia o controle da empresa.
No caso da Cenibra, na qual compartilha o controle com o grupo japonês JBP, optou por realizar um leilão.
"A Vale possui 51,48% e o JBP, 48,52%", disse.
Depois do leilão, o grupo japonês terá que equiparar sua oferta ao preço oferecido pelos interessados, se quiser exercer o direito de preferência que possui na empresa, informou Castelo Branco.
O preço mínimo da Cenibra não será anunciado, mas o mercado especula que não será inferior a 500 milhões de dólares.
A Cenibra produziu 818 mil toneladas de celulose no ano passado e, junto com Celmar e Florestas do Rio Doce, forma o conjunto de ativos de papel e celulose que falta ser vendido para que a Vale saia de vez do setor.
A Vale, maior mineradora do mercado transoceânico do mundo, quer se concentrar em dois negócios principais, mineração e logística.
Para consolidar sua posição de maior mineradora do mundo, a empresa deverá fechar, até o final desse mês, a compra da mineradora Ferteco, controlada pela alemã Thyssenkrupp.
Posteriormente, pretende comprar a mineradora Caemi, aumentando sua produção de mais de 100 milhões de toneladas de minério de ferro em cerca de 40 milhões de toneladas no total.
"A Ferteco deve sair em duas semanas, a Caemi já é mais demorada", disse Castelo Branco.
Na parte de logística, a empresa anunciou hoje a criação do portal Multistrada, onde investiu 45 milhões de dólares, e que trará como retorno a maior utilização da logística da Vale, que possui portos, armazéns e ferrovias.
"É um mercado novo, nosso retorno será a longo prazo, pela maior utilização da nossa logística e pelo próprio uso do portal", explica Castelo Branco.
Para desenvolver o portal, a Vale está buscando parceiros, disse o executivo, já que não interessa à empresa ser controladora do serviço.
Comente esta notícia nos Grupos de Discussão UOL
Índice
|
|