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Jornalista comandou buzina e ajudou pilotos no caminhão da BR/Lubrax no Dacar Julio Gomes Filho Em São Paulo 20/01/99
A jornalista Leilane Neubarth, da TV Globo, participou do rali Granada-Dacar no caminhão Tatra da equipe BR/Lubrax, junto com o brasileiro André Azevedo e o tcheco Tomas Tomecek. Ela foi para fazer reportagens, mas acabou ajudando bastante a equipe dentro do caminhão. Uma das funções de Leilane era cuidar da buzina. "No começo, eu achei que eles (Azevedo e Tomecek) estavam tirando um 'barato' da minha cara, mas depois eu vi que a buzina é mesmo muito importante", disse. O componente precisa ser acionado para os pilotos de motos abrirem caminho no deserto. "Eu ficava com dó dos pilotos, tão pequenos, tão ínfimos perto do caminhão. Mas depois eu comecei a buzinar com mais vontade, que nem caminhoneira mesmo. Se não fosse assim, os pilotos não ouviriam", contou Leilane. Além da buzina, a jornalista comandou outros componentes importantes do caminhão. Ela disse que sua intenção inicial era "não atrapalhar", mas que o tcheco Tomecek a ensinou algumas funções e ela percebeu que poderia ajudar muito. "Durante as especiais (trechos cronometrados), o Tomas dirigia, o André cuidava da navegação e eu ficava responsável por alguns indicadores", explicou. Entre eles, estavam a pressão da suspensão, a temperatura do óleo, o bloqueador do eixo e a calibragem dos pneus, considerado o mais importante. "Se um pneu começa a esvaziar, pode acontecer com os outros três também, já que eles são interligados. É muito importante regular a calibragem para que os quatro pneus não precisem ser trocados e a prova vá por água abaixo", disse. "Fiquei feliz por ter um papel na equipe", concluiu a brasileira. "Ela ajudou mesmo", confirmou André Azevedo. O trabalho jornalístico foi o mais complicado. "Eu tinha que fazer as filmagens e enviar. Além do mais, o acampamento era muito grande e era uma verdadeira caminhada do estacionamento do caminhão até o avião de imprensa", disse. Mas, apesar das dificuldades, o plano é voltar no ano 2000. "Ao mesmo tempo que é um sacrifício, é um prazer muito grande participar do Dacar. Espero voltar mais preparada no ano que vem", finalizou Leilane. Caminhões |