Leilane Neubarth conta aventuras no rali Granada-Dacar

Julio Gomes Filho
Em São Paulo
20/01/99

Ricardo Ribeiro
A jornalista Leilane Neubarth, que disputou o Dacar, ao lado de seu marido

A jornalista Leilane Neubarth, da TV Globo, contou nesta quarta-feira algumas de suas aventuras no rali Granada-Dacar, que terminou no último domingo após 18 dias de competição e mais de nove mil quilômetros de obstáculos.

Leilane participou do rali em um caminhão Tatra, comandado pelo brasileiro André Azevedo e pelo tcheco Tomas Tomecek. A equipe BR/Lubrax acabou ficando na terceira colocação geral do rali, conseguindo o primeiro pódio para o Brasil na história do Dacar.

"Eu aprendi muito com o Dacar, na verdade eu não sabia o que era viver esse rali", disse a jornalista, que pratica off-road com motos há mais de dez anos. "Você passa por uma quantidade absurda de coisas, aprendendo muito com os amigos e as outras pessoas".

Leilane contou algumas curiosidades de sua "viagem" com a equipe. "O pessoal brincava muito com a gente, dizendo que nosso caminhão era o mais cheiroso do rali", disse, se referindo às "toalhinhas perfumadas para bebê" que ela usava, na falta de um bom banho.

"Para escovar os dentes, você tinha que gastar água e beber menos", contou. "Quanto às necessidades fisiológicas, o importante era comer e beber pouco, antes das etapas. Eu me surpreendi com a maneira como o nosso organismo reage, não nos deixando em apuros nas piores horas", disse.

Leilane explicou que, nos trechos de ligação, o caminhão tinha dois banheiros. "Na parte da frente era o das mulheres, na parte de trás era o dos homens", brincou. Nos trechos cronometrados, não dava para parar o caminhão.

A jornalista disse que ficou "um pouco apavorada" no início, mas se acalmou depois. "Estar com o André (Azevedo) e o Klever (Kolberg), que são muito experientes, me deixou calma", disse.

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