
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() ![]() |
Pilotos da equipe BR/Lubrax mantêm boas posições no rali Da Redação Em São Paulo 12/1/99 O brasileiro Klever Kolberg, com Mitsubishi Pajero, ao lado do navegador francês Pascal Larrroque, manteve o terceiro lugar na categoria carros maratona e o 19º lugar geral depois da 11ª etapa do rali Granada-Dacar, disputada nesta terça-feira no percurso de 548 km entre Tombouktu e Nema, com 539 de especial (trecho cronometrado).
Na categoria caminhões, os brasileiros André Azevedo, Leilane Neubarth (jornalista da Rede Globo) e o tcheco Tomas Tomecek ainda estão em terceiro lugar geral. O vencedor da etapa nos carros foi o japonês Kenjro Shinozuka (Mitsubishi), que é o quarto lugar geral. Mas a liderança entre os carros ainda está com o francês Jean-Louis Schlesser (buggy Schlesser), com 8min57s de vantagem sobre o espanhol Miguel Prieto (Mitsubishi) e 45min24s à frente da dupla feminina Jutta Kleinshmidt (ALE) e Tina Thorner (SUE). Nas categoria motos, o vencedor da etapa foi o sul-africano Alfie Cox (KTM 660) seguido do finlandês Kari Tiainem (KTM) e do francês Thierry Magaldi (KTM). Mas no geral de 11 etapas a liderança ainda permanece com o francês Richard Sainct (BMW), apenas 2min01s à frente de Magnaldi e a 16min do italiano Fabrizio Meoni (KTM). O brasileiro Maurício Fernandes foi o 12º na categoria maratona e 49º no geral. Agora, é 11º na maratona e 48º no geral. O caminhão da equipe BR Lubrax, que iniciou o dia em terceiro lugar na classificação geral mesmo depois de se perder no dia anterior, foi sétimo na etapa, vencida pelo Kamaz russo com Viktor Moskovskikh, Jakoubouv e Vladimir Tchaguine, líderes no geral com 36min06s de vantagem sobre o Tatra dos tchecos Karel Loprais, Radek Stachura e Joseph Kalina. A etapa foi muito cansativa. "Foram 530 km de buracos, lombadas e areia fofa, extremamente desgastante e muito desfavorável para o meu Pajero", descreveu Klever, que completou a etapa em quarto na maratona e 21º no geral. A cinco etapas do final do rali, a corrida se aproxima da decisão, mas ainda não se pode prever o vencedor, ao contrário de outros anos. Para o diretor da prova, Hubert Auriol, isso é resultado das mudanças de regulamento, que tornaram o Dacar muito mais competitivo. Nesta quarta-feira acontece a 12ª etapa do rali, entre os vilarejos de Nema e Tichit, na Mauritânia, conhecida entre os pilotos como "inferno da Mauritânia" ou "Reinado do Vento". A etapa terá um total de 490km, toda contra o relógio, e será uma das mais difíceis da competição. Como é toda cronometrada, isso obriga os competidores a cruzarem trechos de grande dificuldade de navegação e pilotagem, como a região da Montanha dos Elefantes (nome devido a dois rochedos que se erguem no meio da areia) e a inúmeros platôs de areia e pedra a serem vencidos. Esta etapa foi descoberta pelo próprio Thierry Sabine, o criador do Paris-Dacar, em 1985. Etapa 11 |