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Juca Bala, fora do Dacar, já bateu em carro de boi antes Ricardo Ribeiro, especial para o UOL Em São Paulo 11/1/99 Joaquim Rodrigues, o "Juca Bala", não tem sorte com bois e vacas. Não é a primeira vez que ele protagoniza acidente envolvendo esses animais, como o de ontem no Granada-Dacar, quando atropelou uma vaca entre as cidades de Bobo Dioulasso (Burkina Faso) e Mopti (Mali) e foi obrigado a deixar a competição. No Rallye Internacional dos Sertões 94, entre São Paulo e o Nordeste, Juca bateu em um carro de boi. "Na batida ele moeu todos os ossos do pé", disse hoje ao UOL a mulher dele, Sílvia Rodrigues. Ela ainda não conseguiu falar com o piloto por telefone depois do acidente na África. No domingo Juca ligou para o Brasil, mas como Sílvia não estava, conversou apenas com o irmão dela. "Estou acompanhando o caso pelos jornais. Ainda não sei quando ele volta ao Brasil. É muito difícil telefonar do deserto". Primeiro acidente Sílvia Rodrigues contou que ficou mais preocupada quando Juca sofreu outro acidente, no começo do Dacar desse ano. Ele bateu em uma pedra e a queda provocou hematomas no rosto. "Levamos um susto. Não tínhamos informações. Falaram até que ele havia quebrado o nariz". Mesmo com tantos sustos, Sílvia diz que estaria preparada psicologicamente caso acontecesse algo pior com seu marido, pai dos três filhos dela. "Já tivemos exemplos com outros brasileiros acidentados no rali, como o Maurício Fernandes no ano passado, e isso te deixa preparada. Lembro que o Juca ficou chocado quando soube do tombo do Maurício". Desidratado, Maurício Fernandes desmaiou em cima da moto a mais de 120 quilômetros por hora. No tombo ele sofreu hemorragia interna e teve o baço retirado durante cirurgia feita no meio do deserto. Segundo Sílvia, Juca e Maurício são muito amigos. Esse relacionamento começou quando Fernandes passou a levar a moto para ser preparada na oficina de Joaquim Rodrigues, em São Roque, no interior de São Paulo. "Às vezes o Maurício até passava a noite aqui em casa. Já viajamos juntos e os dois participaram das mesmas provas", conta Sílvia Rodrigues. No domingo, a situação estava invertida. Dessa vez Maurício Fernandes viu o amigo acidentado, antes de chegar à cidade de Mopti. "Comecei a chorar porque pensei que ele havia morrido. Eu estava logo atrás e vi o Juca caído no chão quando passei pelo local do acidente", contou Maurício Fernandes. Isso é Dacar. Etapa 10 |