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Rali confirma tradição e faz primeira vítima fatal Da Redação Em São Paulo 9/1/99 O Rali Granada-Dacar 99 manteve sua tradição de ser considerado o rali mais perigoso do mundo. Na madrugada de sábado fez a primeira vítima fatal desta edição. Por volta das 2h da madrugada (horário local), o Nissan dirigido pelos franceses Henri de Roissard e Jean Boutaire chocou-se contra um carro local, a 20 km da chegada da oitava etapa, em Bobo Dioulasso, em Burkina Fasso. No carro estavam duas pessoas, sendo que uma delas, um militar, morreu horas depois no hospital. A dupla de pilotos nada sofreu devido às proteções do Nissan exigidas pelo regulamento da prova. A oitava etapa, aliás, foi marcada por diversos acidentes, sem vítimas, em função do cansaço dos concorrentes, que dirigiram mais de 1000 quilômetros, e das grandes nuvens de poeira, formadas pela seca e falta de ventos. Após um dia de descanso para os pilotos e muita manutenção para os veículos, a caravana do Granada-Dacar 99 retorna às trilhas para a segunda parte da competição. Cumpridos 5.013 km da competição, que está sendo considerada uma das mais difíceis da história, restam ainda na disputa 75 motos (de 170), 45 carros (de 90) e 16 caminhões (de 49) que terão pela frente mais 4.049 km, em nove etapas, até Dacar. O trecho de domingo, na nona etapa, será de 732 km, com uma especial (trecho cronometrado) de 300 km, entre Bobo Dioulasso e Mopti. A rota original seguia para Gao, mas problemas de segurança provocaram a mudança. Para os brasileiros, a competição segue com boas perspectivas. O caminhão Tatra da equipe BR Lubrax, com André Azevedo, Leilane Neubarth e o tcheco Tomaz Tomecek está em terceiro na classificação geral. A liderança é dos tchecos Karel Loprais, Radek Stachura e Joseph Kalina, também com Tatra, seguidos pelos russos Victor Moskovskikh, Semion Jakkoubov e Vladimir Tchaguine (Kamaz). Na oitava etapa, os brasileiros lideravam a prova quando foram obrigados a parar devido a um erro de percurso. Os russos, com o caminhão Kamaz, vinham logo atrás e, devido à poeira, chocaram-se fortemente na traseira do caminhão da equipe BR Lubrax. Não houve vítimas, mas o caminhão russo teve fortes danos, sendo rebocado pelos brasileiros durante vários quilômetros. Com isso, o Tatra de André Azevedo perdeu a liderança e chegou em sexto lugar na etapa. Nos carros, Klever Kolberg, ao lado do navegador francês Pascal Larroque, vai alcançando grande recuperação depois de vários problemas. Na sexta-feira, Klever chegou em 24º lugar na classificação geral do dia e foi quarto na maratona. Agora ele está em terceiro na maratona geral e é o 20º no geral do rali. A liderança geral da competição está com o francês Jean Louis Schlesser (buggy Schlesser), com apenas 2’10 de vantagem sobre o espanhol Miguel Prieto (Mitsubishi Pajero). Em terceiro, vem a dupla feminina formada pela alemã Jutta Kleinshmidt e a sueca Tina Thorner (Mitsubishi). Nas motos, que teve suspensa a oitava etapa por causa dos problemas enfrentados nas duras etapas anteriores, o brasileiro Juca Bala também vai subindo, depois de perder tempo com uma queda e uma penalidade de 15 minutos por esquecer o cartão de largada. Juca Bala está na 28ª colocação no geral da competição e é 3º na maratona. O outro brasileiro, Maurício Fernandes, é 54º no geral e 12º na maratona. A liderança entre as motos pertence ao francês Richard Sainct (BMW). Etapa 8 |