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Organização cancela
a etapa para motos
Ricardo Ribeiro, especial para o UOL
Em São Paulo
8/1/99
A organização do rali Granada-Dacar anunciou nesta sexta que cancelou a especial para as motos da oitava etapa da competição, entre as cidades de Nioro (Mali) e Bobo Dioulasso (Burkina Faso). O percurso seria o maior de todos (986 quilômetros no total, sendo 434 cronometrados).
O motivo: a dificuldade encontrada pelos pilotos nos últimos dias de prova, considerados extremamente difíceis, e o alto número de desistências e abandonos. Alguns competidores estão "fisicamente destruídos". Os pilotos das motos vão seguir nesta sexta direto para Bobo, por uma rota alternativa mais rápida. O rali continuou normalmente nas categorias carros e caminhões.
O Granada-Dacar teve 170 inscrições na categoria motos, mas apenas 160 largaram no prólogo classificatório no dia 31 de dezembro, em Granada (Espanha). Desse total de competidores em duas rodas, 78 já deixaram o rali por diversos fatores: acidentes, quebra da motocicleta e abandono. Das 160 motos, apenas 82 ainda estão na disputa.
Os brasileiros Joaquim Rodrigues, o "Juca Bala", da equipe BR/Lubrax, e Maurício Fernandes, da Sabó/Transbrasil, continuam firmes no rali. Os dois correm com motos KTM 660 cilindradas.
Juca já sofreu um acidente na competição, o que lhe causou hematomas no rosto. Ele está em 28º na classificação geral.
Fernandes optou por fazer um rali dentro do limite, para não correr o risco de quedas e tentar chegar bem em Dacar, no Senegal. Maurício aparece com a 54ª colocação na geral.
Na edição passada da prova, em janeiro de 98, Maurício sofreu grave acidente na fronteira do Marrocos com a Mauritânia. Ele foi operado no meio do deserto e teve o baço retirado.
Carros
Na categoria carros o número de desistência e abandono também está sendo alto. Dos 87 que largaram no prólogo na Espanha, antes do Ano Novo, 33 já deixaram a competição (restam 54). Entre eles estão os brasileiros Arilo de Alencar Junior e Alexandre Thomaz, da equipe Brasil Off-Road (Mitsubishi Pajero).
Eles encalharam numa duna e tiveram de passar a noite no meio do deserto. Como não largaram na etapa do dia seguinte, foram automaticamente desclassificados. É a segunda vez que Arilo corre o Dacar. No ano passado ele abandonou a prova por causa de defeito mecânico do carro. Alexandre Thomaz, o co-piloto, é estreante.
Já o outro brasileiro, Klever Kolberg, da BR/Lubrax (Mitsubishi Pajero), continua bem no rali. Na quinta-feira ele terminou a etapa em 17º e está em 21º na classificação geral. É a 12ª vez que Klever participa do Granada-Dacar (a terceira com carros). Nos outros anos o brasileiro correu com motos. Kolberg tem o francês Pascal Larroque como navegador.
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