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Granada-Dacar surpreende pelo grande número de abandonos Da Redação Em São Paulo 7/1/99 O Granada-Dacar 99 chega nesta sexta-feira à metade do percurso total de 9.022 km. A oitava etapa, a mais longa da prova (contando ligação e especial), com 1.000 km, levará a caravana de aventureiros a cruzar mais uma fronteira, deixando para trás o Mali e entrando no território de Burkina Fasso, com 469 km de especial (trecho cronometrado) e 540 de ligação. Ainda na metade do caminho, o Dacar 99 surpreende pelas dificuldades inesperadas. De 170 motos que largaram no dia 1º em Granada, apenas 78 permanecem na disputa. Nos carros, continuam 33 dos 98 que iniciaram. Por causa disso, estar ainda na prova já é uma vitória para os brasileiros da equipe BR Lubrax, Juca Bala (motos), Klever Kolberg (carros) e André Azevedo e Leilane Neubarth (caminhões). "As condições estão muito mais difíceis do que se esperava", conta Klever, o mais experiente do grupo, há 12 anos no Dacar. Ao lado do francês Pascal Larroque no Mitsubishi Pajero, Klever ainda não teve um dia sem incidentes desde o início da competição. Duas vezes furaram pneus e o macaco não funcionou. Na quinta etapa, durante a especial mais longa (625 km) furou a mangueira de óleo, obrigando a dupla e improvisar e a atravessar as dunas sem o radiador de óleo. "Tivemos de tomar muito cuidado com a temperatura do motor e atolamos diversas vezes", contou. "Foi um inferno, perdemos mais de duas horas em reparos e sempre com medo do motor estourar", contou Klever, que mesmo assim terminou a sexta etapa em 17º lugar e está 21º no geral e em sexto lugar na categoria maratona. Os problemas estão atingindo todos os concorrentes. O francês Jean Pierre Fontenay, campeão de 97 e apontado como um dos favoritos no início, está em 16º lugar, a mais de seis horas dos líderes. Os brasileiros Arilo Alencar e Alexandre Thomaz estão entre os que desistiram por quebra. Além dos acidentes, outros incidentes também perseguem os competidores. Na quinta etapa, o Mitsubishi 297, dos austríacos Stefan Piecha e Christhoph Dichand foi roubado por guerrilheiros armados de metralhadoras quando os dois passavam a noite atolados nas dunas, em pleno deserto do Saara. Mesmo com uma capotagem na quarta etapa e uma punição de 15 minutos na segunda, Juca Bala é o melhor dos brasileiros nas motos. Nesta quinta, ele chegou em 32º lugar na etapa e em 28º na classificação geral. Maurício Fernandes, da equipe Sabó/Transbrasil, é o 53º no geral. Mas o maior destaque brasileiro está nos caminhões, com o time formado por André Azevedo, Leilane Neubarth - jornalista da Rede Globo - e o tcheco Tomas Tomecek, com o caminhão Tatra. Nesta quinta, eles terminaram a sétima etapa em segundo lugar, permanecendo na quarta colocação na classificação geral. Etapa 7 |