Diretor do Dacar quer maior participação de brasileiros em 2000

Ricardo Ribeiro, especial para o UOL
Em Granada
29/12/98

Ricardo Ribeiro
O etíope Hubert Auriol, diretor geral do rali Dacar, em frente da placa com a logomarca da competição, no Palácio do Congresso, em Granada

O etíope Hubert Auriol, atual diretor de prova do rali Granada-Dacar, disse ao UOL que espera uma participação maior de brasileiros no rali do ano 2000. Em 99, três equipes nacionais estarão competindo na prova: duas motos KTM 660, dois Mitsubishi Pajero e um caminhão Tatra. Um recorde.

"A cada ano aumenta o número de participantes de vários países no Dacar. Esse fenômeno não aconteceu só com vocês, mas também em outros lugares. O Brasil começou com dois pilotos, André Azevedo e Kléver Kolberg. Hoje já são cinco em todas as categorias", afirmou Auriol.

O diretor do Dacar esteve no Brasil em 97 para divulgar a prova e incentivar a vinda de mais pilotos. Meses depois, em janeiro de 98, foi montada a equipe Brasil Off-Road, com um Mitsubishi Pajero de Arillo Alencar Junior e uma KTM com Maurício Fernandes. Para 99, Fernandes montou a própria equipe, a Sabó/Transbrasil. Arillo continua com a Off-Road.

Patrocínio

O Granada-Dacar é uma prova de resistência. Vencem as máquinas que conseguem superar o que há de pior pelo deserto africano. Calor insuportável, pedras, buracos, poeira... Por isso, qual marca não quer associar seus produtos à essa impressionante aventura? Teoricamente, o raciocínio é mais ou menos assim: se tal carro atravessou o deserto africano, pode suportar quase tudo. É por isso que muitas empresas se interessam em patrocinar pilotos e equipes.

Mas Hubert Auriol faz um alerta aos interessados. "Não adianta apenas patrocinar um piloto ou equipe. É preciso saber aproveitar muito bem a imagem do Granada-Dacar com as marcas e produtos. O rali é uma prova de resistência", disse. Durante 17 dias, a partir de 1o de janeiro, a caravana da competição vai atravessar 9.022 quilômetros pelo deserto africano, até o Senagal.

Com a preocupação em divulgar cada vez mais a prova, e dar o retorno esperado para seus patrocinadores e apoios, a organização se sentiu obrigada a produzir materiais com o maior número possível de idiomas. Hoje todos os impressos da organização e textos para a imprensa são em inglês, espanhol, francês e alemão.

"Quanto mais as informações forem divulgadas em vários idiomas, melhor será o resultado para a prova, para os pilotos e para os patrocinadores. É bom enfatizar que estamos globalizando as informações", explicou Hubert Auriol.

Perguntado sobre a possibilidade de divulgar informações em português a partir do ano 2000, o diretor do Dacar riu: "Por que não? Nossa assessora de imprensa, Marie-Christine Lamy, já fala o idioma de vocês".

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