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Foto:Nilton
Santos/Divulgação Ambev
Roberto Carlos
durante o treino da
seleção brasileira em
Portugal. |
Vida de jogador de futebol não é
brincadeira. A pressão por trás
do campo é, evidentemente, grande.
Quando o apito do juiz indica o início
de jogo, os telespectadores sentem o coração
bater mais forte. É uma expectativa
de vitória, mesclada com ansiedade.
Imagine só como ficam os jogadores
em campo, que sabem que a decisão
da partida depende das suas jogadas.
Os jogadores de futebol têm
um grande gasto energético no campo,
pois precisam correr de um lado para o
outro, driblar os adversários e
o principal de tudo, dar o chute certo
no gol. Para que tudo saia bem, alguns
cuidados são necessários.
Por isto, além dos treinos que
antecedem a partida, é fundamental
que o jogador de futebol cuide da sua
alimentação.
Gasto de energia durante
o jogo
A posição dos jogadores
em campo - atacante, goleiro, lateral,
zagueiro ou meio-campo - acarreta gastos
de energia diferentes. Assim, o goleiro
- que fica a maior parte do tempo em repouso
- gasta menos energia (calorias) durante
uma partida de futebol, do que os outros
jogadores, que correm de um lado para
o outro, para dominar a jogada.
Para se ter uma idéia, em geral,
o gasto energético de um jogador
de futebol, durante uma partida de 90
minutos, é de 750kcal.
Como as perdas durante o jogo são
muito altas, é necessário
que o jogador reponha o que foi utilizado.
Desta forma, a alimentação
dos jogadores deve atender às necessidades
de energia, hidratação e
outros nutrientes, inclusive vitaminas
e minerais, para que eles não tenham
fadiga, mal-estar ou indisposição
durante, ou depois do jogo.
Para o jogador acertar
na alimentação
"Para a prática de uma atividade
física sem danos corporais é
imprescindível que o músculo
esteja com sua capacidade máxima
de energia:`tanque cheio´."
afirma a nutricionista esportiva Tânia
Rodrigues.
O 'menu' do jogador deve conter alimentos
ricos em carboidratos (pães, massas,
barrinha de cereais, biscoitos, frutas
e grãos - arroz, milho e trigo).
Estes servem de matéria-prima para
a produção do glicogênio
muscular, que é a primeira e a
principal fonte de energia, utilizada
durante o exercício físico.
Pelo fato dos estoques musculares e hepáticos
serem limitados, a reposição
de carboidratos deve ser feita de maneira
constante, ou seja, antes, durante e depois
do treino (ou da partida).
Alimentos ricos em gordura (óleos,
azeite, margarina, manteiga, doces cremosos,
entre outros) também são
fornecedores de energia; mas, como a digestão
destes alimentos é demorada, eles
devem ser consumidos com moderação,
para não prejudicar o desempenho
do jogador. A gordura só deve ser
usada como fonte de energia, depois que
toda reserva de carboidratos esgotar.
As proteínas (presentes em carnes,
leite, queijos, iogurte e ovos) são
importantes para a formação
e manutenção do tecido muscular.
É muito importante que o jogador
consiga depositar grande quantidade de
massa magra (músculo) e reduza
tecido gorduroso, para assim, ter uma
melhor performance dentro do campo. Desta
forma, ele terá melhor capacidade
respiratória e condição
física para as atividades durante
o jogo.
Para que o rendimento do jogador seja
total, é necessário que
ele se hidrate antes, durante e depois
da partida; assim, evitará fadiga
muscular e desidratação.
Toda água eliminada através
do suor, deve ser reposta.
E como fica o típico
churrasco com cervejinha e pagode do final
de semana?
Muitos jogadores costumam se reunir nos
finais de semana para tocar um pagodinho
e promover um churrasquinho regado a muita
cerveja. E toda a alimentação
balanceada, como fica? Bom, ninguém
é de ferro. Mas este deve ser um
evento esporádico. "O churrasquinho
é só para comemorações
depois do campeonato. Pois além
de fonte de proteínas, é
rico em gordura o que retarda o tempo
de digestão, não permitindo
que os nutrientes passem rapidamente para
o sangue e daí para os músculos."
alerta Tânia. Já a cervejinha
não é liberada, nenhuma
bebida alcoólica é liberada
para atletas, mas não se pode esquecer
que elas fazem parte da vida social, e,
portanto podem ser consumidas moderadamente,
e desde que não seja véspera
de treinos ou jogos. "O álcool
se metaboliza a partir do carboidrato,
e assim, a bebida na corrente sangüínea
diminui a quantidade do glicogênio
do sangue e do fígado. Exatamente
o que o jogador vai precisar para fornecer
energia durante o jogo ou treino intenso."
explica.
Veja também
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curiosidades sobre as Copas e os benefícios
que o futebol pode trazer para quem pratica:
Você ganha em condicionamento e
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Colaborou Tânia
Rodrigues, nutricionista esportiva
Diretora Técnica da RGNutri Consultoria
Nutricional Ltda.
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