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Combinação perfeita

Confortáveis e muito potentes, sedãs esportivos
reafirmam-se entre os melhores carros do mundo

Texto: Fabrício Samahá - Colaboração: Henrique Mendonça

Sedãs esportivos são uma espécie muito particular de automóvel. Luxuosos, impõem presença em qualquer situação. Confortáveis, transportam famílias por longos percursos. Rápidos e estáveis, propiciam grande prazer aos entusiastas do volante.

Se Mercedes-Benz, BMW e Jaguar já representam muito em termos de sofisticação e desempenho em seus modelos mais sóbrios, imagine como fica a competição quando se escolhem os mais agressivos quatro-portas dessas marcas de prestígio -- E55 AMG, M5 e XJR, nesta ordem. São três motores V8, cada um com mais de 350 cv, transportando um concentrado de aço, alumínio, couro, madeira de lei e algo que poucos outros fabricantes conseguem agregar a seus modelos: alma.

Classe e conforto de sedãs, desempenho de esportivos: uma categoria muito especial de automóveis

A tradição da Mercedes em sedãs de grande desempenho vem desde o 300 SEL V8, com um 6,3-litros emprestado do 600 Pullman, lançado em 1967. Mais recentemente houve o 500E, preparado em parceria com a Porsche. A associação da marca da estrela com a empresa de tuning AMG, em 1988, trouxe novo alento aos amantes de Mercedes esportivos. Nasceu o C36 AMG, hoje C43 (saiba mais), e logo viria a Classe E repotenciada, com o E50 e o atual E55.

Na BMW luxo e esportividade caminham juntos há longo tempo, como nos legendários cupês da Série 6. O M5 de segunda geração, lançado em 1988, já desenvolvia 315 cv -- 104 a mais que o 535i de que se originava. Com a última renovação da Série 5, em 1996, os BMWzeiros tiveram de aguardar um pouco mais pelo novo M5, espera que o carro demonstra ter valido a pena.

Mais voltada ao conforto, a Jaguar veio para este segmento em definitivo ao lançar um V8 dotado de compressor em sucessão ao 6-em-linha para o XJR. As linhas clássicas contrastam com a modernidade dos concorrentes, mas em conforto, desempenho e prestígio o supersedã britânico garante seu lugar entre os melhores do mundo.

E55 AMG: radical por dentro e por baixo

Parece um Classe E comportado, mas sob o capô do E55 ruge um V8 de 5,5 litros feito a partir do S500

O mais bravo dos sedãs da Classe E começa sua vida em Sindelfingen, na Alemanha, onde a Mercedes produz a carroceria e a equipa -- incluindo os acessórios e acabamento desta versão --, e segue para Affalterbach para instalação dos componentes mecânicos na AMG. Então retorna a Sindelfingen para uma revisão final.

Como todo AMG, o E55 mantém discrição por fora. Salvo pelas rodas de desenho característico e 18 pol de aro, a saída dupla e cromada de escapamento, o spoiler dianteiro mais pronunciado e os emblemas da preparadora, o E55 passaria por um Mercedes comportado. Internamente, porém, a história é outra: o revestimento em couro combina preto e branco num resultado que passa longe do gosto da maioria. É verdade que a AMG oferece o interior todo em preto ou em azul e preto, mas nestes casos a austeridade destoa da proposta esportiva da versão.

Rodar firme e pneus traseiros 275/35: para manter no solo a fera de 354 cv

Mas isso é tudo a criticar nesse supersedã. Partindo do V8 de 5 litros, três válvulas e duas velas por cilindro que também equipa a Classe S (leia avaliação), a preparadora aumenta o curso dos pistões em 8 mm para levar a cilindrada a 5,5 litros. Coletores de admissão em magnésio, filtro de ar e comandos de válvulas são substituídos por outros mais esportivos. A transmissão automática é a mesma dos Mercedes V12 e adapta-se ao modo de dirigir do piloto, bem, motorista. O resultado são 354 cv, bem transmitidos ao solo por pneus traseiros 275/35 ZR 18, montados em rodas de 9 pol de tala.

Em prol da segurança, a AMG instala molas, estabilizadores e amortecedores mais firmes, que deixam o Classe E cerca de 2,5 cm mais baixo. O resultado é um rodar firme, não tão confortável quanto se espera de um Mercedes, como se o carro aguardasse a cada instante a chegada a uma estradinha sinuosa. Seu desempenho não é o melhor dos três, mas convence até os mais exigentes: 0 a 100 km/h em 5,9 segundos e velocidade máxima de 250 km/h.
FICHA TÉCNICA
MOTOR - longitudinal, 8 cilindros em V; comando no cabeçote, 24 válvulas. Cilindrada: 5.439 cm3. Potência máxima: 354 cv a 5.500 rpm. Torque máximo: 54 m.kgf a 3.000 rpm. CÂMBIO - automático, 5 marchas; tração traseira. RODAS - dianteiras, 8 x 18 pol.; traseiras, 9 x 18 pol.; pneus dianteiros, 245/40 ZR 18; pneus traseiros, 275/35 ZR 18. DIMENSÕES - comprimento, 4,81 m; largura, 1,79 m; entreeixos, 2,83 m; capacidade do tanque, 80 l; porta-malas, 520 l; peso, 1.730 kg. DESEMPENHO - velocidade máxima, 250 km/h; aceleração de 0 a 100 km/h, 5,9 s.

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