Viagem divertida

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Nova safra de peruas esportivas de Audi, BMW, Mercedes-Benz
e Chrysler promete mais entretenimento para o motorista

Texto: Ricardo Vicalvi - Fotos: divulgação

Crianças chorando, algazarra no carro, a caçula que quer comer doce, o mais velho quer chegar logo para jogar futebol. Nessa situação, nada como uma perua para acomodar todos, mas com um tempero especial à disposição do pé direito — uma ajudazinha para deixar o destino mais próximo ou ao menos a viagem mais interessante. Os fabricantes alemães atenderam a esse desejo e colocaram no mercado diversas opções de peruas superpotentes.

A Audi foi uma das primeiras a investir nesse nicho, com a RS2 elaborada em conjunto com a Porsche e lançada em 1993. Hoje essa dinastia é representada pelas elegantes RS4 e RS6 Avant, versões esportivas das peruas das linhas A4 e A6, na ordem. A primeira é a menos potente, com "apenas" 420 cv extraídos de um V8 de 4,2 litros com aspiração natural, injeção direta e 90% do torque já disponível a 2.250 rpm — notável num carro sem sobrealimentação. O torque máximo é de 43,8 m.kgf a 5.500 rpm. Para acelerar de 0 a 100 km/h bastam menos de cinco segundos, e de 0 a 200, 16,9 s, enquanto a velocidade é limitada a 250 km/h, resultado de um acordo entre alguns fabricantes alemães (a Porsche não participa) e o governo daquele país.

Embora a empresa possua a excelente caixa manual automatizada de dupla embreagem DSG, esta versão esportiva (bem como sua irmã RS6) vem com câmbio manual de seis marchas e a tradicional tração Quattro, permanente nas quatro rodas. A suspensão foi rebaixada em relação aos A4 normais e os amortecedores possuem controle eletrônico para uma condução mais suave ou esportiva, além do Dynamic Ride Control, que evita a inclinação demasiada da carroceria tanto nas curvas (inclinação lateral) quanto nas acelerações e frenagens (longitudinal). O controle de estabilidade tem calibração mais permissiva e pode ser desativado para os motoristas mais experientes.

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Audi RS4: o motor do cupê esporte R8 em um ambiente mais confortável pára levar a família
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RS6: com 580 cv no motor de origem Lamborghini, a mais potente da categoria, mas até quando?

Mas e se 420 cv não forem suficientes? Os sedentos por potência têm mais uma opção dentro da própria marca das quatro argolas, a RS6 Avant. Aliás, a perua mais potente do mundo: o motor V10 utilizado no Lamborghini Gallardo é a base do propulsor que move a RS6, mas os 530 cv do supercarro italiano ainda não pareciam suficientes. A Audi então colocou dois turbocompressores e catapultou a potência para estonteantes 580 cv a 6.250 rpm, com o torque de 66,3 m.kgf começando em 1.500 rpm, ou seja, logo após a marcha-lenta. É simplesmente o Audi de rua mais potente, deixando para trás até o superesportivo R8 e seus "modestos" 420 cv.

A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 4,6 segundos, marca pouco melhor que a da RS4 — sem dúvida prejudicada pelo peso elevado da RS6, de 2.025 kg. E, ao contrário da irmã menor, esta vem equipada somente com o câmbio automático Tiptronic, com opção de trocas manuais e seis marchas. A tração Quattro se encarrega de distribuir a potência entre os eixos e, em condições normais de aderência, leva 60% da tração para as rodas traseiras.

A suspensão, totalmente revisada em relação à da linha A6 convencional, também conta com o sistema Dynamic Ride Control da RS4 e controle de estabilidade de atuação mais, digamos, liberal. Ele permite algum abuso por parte do motorista antes de atuar e também pode ser desligado. Parar esse bólido exige discos de freio elaborados numa composição especial de aço e alumínio. Se o carro vier equipado com as rodas opcionais de 20 pol, os discos são de 356 mm atrás e 420 mm à frente. Nesse caso os pneus são de medida 275/35.

Esteticamente, os faróis foram retrabalhados e ganharam uma linha composta por LEDs para iluminação diurna (mais fraca que o farol baixo) que lembra a usada no R8. As pinças de freio vêm com o nome do fabricante, os pára-lamas foram alargados e as saídas de escapamento se impõem na traseira. Um conjunto eficiente, mas discreto, como deve ser em um veículo familiar. Continua

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Data de publicação: 26/8/08

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