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Com linhas sinuosas de grande aerodinâmica, o Ferrari F12 Berlinetta
substitui o 599 GTB com o motor mais potente da história da marca

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

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Mais potência, menos peso, melhor aerodinâmica: que fórmula poderia ser mais acertada para o supercarro que vem substituir uma lenda como o Ferrari 599 GTB Fiorano?

O F12 Berlinetta, estrela da marca de Maranello no Salão de Genebra, estreia com esses grandes atributos e um estilo que, se não inova de fato, consegue associar um perfil moderno a elementos clássicos do fabricante, caso das lanternas traseiras circulares. No desenho, feito em parceria com o estúdio Pininfarina, chama atenção a fluidez de linhas como as das laterais, com uma reentrância em forma de onda entre os para-lamas dianteiros e as portas, e as da traseira, onde as formas que emolduram as lanternas se unem na seção central do para-choque.

Como seu antecessor, o F12 é um cupê (berlinetta em italiano) de motor central-dianteiro e tração traseira. Em relação ao 599, ele apresenta menor distância entre eixos e traz motor, painel e bancos mais baixos, para deixar o centro de gravidade mais próximo do solo. Chassi e carroceria com 12 tipos diferentes de ligas, alguns deles inéditos na construção de automóveis, contribuem para a redução de peso de 70 kg na comparação com o GTB: são apenas 1.525 kg, dos quais 54% na parte dianteira.

Avanços são notados também em aerodinâmica, e não apenas pelo Cx mais baixo (0,299), mas também pela sustentação negativa 76% maior (123 kg a 200 km/h). O fluxo de ar foi aprimorado por duas soluções: a "ponte aerodinâmica" baseada no desenho dos sulcos do capô, que direciona o ar para as laterais e reduz sua parcela que passa por cima do carro, e o arrefecimento ativo de freios, com dutos que se abrem para ventilar os discos apenas quando eles realmente acusam alta temperatura.

Embora a pressão por menores consumo e emissão de gás carbônico (CO2) venha levando várias marcas de esportivos a usar turbo e reduzir a cilindrada, o F12 Berlinetta traz um motor V12 de aspiração natural ainda maior que o do Fiorano, com 6.262 cm³. A potência de 740 cv (70 cv a mais que no GTO, o mais esportivo da linha 599, e 40 acima do adversário Lamborghini Aventador) é atingida a 8.500 rpm, com limite de giros a 8.700, e representa potência específica de 118 cv por litro. O torque máximo de 70,4 m.kgf aparece a 6.000 rpm, mas 80% desse total estão disponíveis já a 2.500.

Não existe câmbio manual para o F12, que tem de série uma caixa automatizada F1 de dupla embreagem. Com relação peso-potência de 2,1 kg/cv, esse é o Ferrari de rua mais rápido de todos os tempos: pode acelerar de 0 a 100 km/h em 3,1 segundos (599 GTB, 3,7 s; GTO, 3,35 s) e passar pelos 200 em 8,5 s, para terminar o serviço a mais de 340 km/h (330 no GTB, 333 no GTO). O tempo de volta de 1 min 23 s em Fiorano, o circuito de testes da Ferrari, confirma sua supremacia entre os carros da marca.

Freios a disco de carbono-cerâmica seguram esse ímpeto, enquanto a suspensão conta com ajuste magnético dos amortecedores e controle eletrônico. Estão presentes ainda o diferencial E-Diff (com bloqueio eletrônico) e o assistente de largada F1-Trac. E, para não haver dúvida de que se trata de um carro dos novos tempos, consumo e emissão de CO2 foram reduzidos em 30% em relação aos do 599 GTB.

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Data de publicação: 1/3/12

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