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A casa do réptil   A Superformance é hoje o fabricante de réplicas mais respeitado dos Estados Unidos. Costumava produzir reproduções de Lotus Seven, mas não as faz mais, concentrando-se naquele que é sem dúvida o carro mais copiado do mundo: o Cobra Roadster MK IV de Carroll Shelby.

A ironia é que, apesar de quase a totalidade de sua produção se destinar aos EUA, a empresa não os produz naquele país. Todos os Superformances vêm de uma imensa instalação industrial na África do Sul. Jim Price, o sul-africano dono e fundador da casa, é um perfecionista abnegado, o que faz a admiração pela qualidade de suas réplicas aumentar todo dia. Um exemplo desta retidão em princípios de Price é o fato de que, para criar sua réplica do Daytona, contratou nada menos que Pete Brock — o desenhista original do carro!

Desenhado em função da aerodinâmica, já no carro original o ar que arrefece o motor saía pelo capô de modo a gerar sustentação negativa

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Brock adorou o trabalho, porque pôde fazer neste carro tudo que não conseguiu no original, devido às regulamentações de competição da época. O entreeixos, por exemplo, foi aumentado em 75 mm, para maior espaço interno e estabilidade, na região do curvão dianteiro, acentuando ainda mais as proporções de capô longo e traseira curta. Os bancos abaixaram 100 mm, para centro de gravidade mais baixo.

Altura, largura e comprimento do veículo foram proporcionalmente aumentados em função do novo entreeixos. A curvatura do vidro dianteiro aumentou (para uma impossível para 1964, mas tranqüila hoje) e os vidros das portas são agora curvos. Como resultado, é quase impossível distinguir o original da réplica, embora esta não tenha uma linha sequer da carroceria igual às do original.

E que linhas! Um enorme cupê que só podia ser americano, com um capô imenso e traseira fastback cortada abruptamente, mas em perfeita harmonia. O motor está tão recuado em relação ao eixo dianteiro que chega a estar atrás da circunferência dos pneus. Adiante do eixo, o radiador (fabricado, como a maior parte do carro, na própria Superformance) está quase na horizontal. A abertura frontal capta ar que passa por ele e libera o ar quente na parte superior do capô, adiante do motor, conduzido por um enorme duto de fibra de carbono. Desta forma, como no Daytona original, o fluxo de arrefecimento é aproveitado para gerar sustentação negativa.

Embora construída em plástico e fibra-de-vidro, como as de réplica menos nobres, a carroceria exibe acabamento e pintura esmerados, que combinam com a perfeição do chassi tubular

A carroceria em si é de plástico reforçado com fibra-de-vidro, mas impecavelmente laminada e com uma qualidade de execução e pintura acima da média. A porta conta com vidros que sobem e descem por meio de uma manivela, um luxo impensável no original, que tinha vidros fixos. Totalmente guarnecida, fecha com um sonoro catchunc, enquanto o original... no máximo emitiria um boinnng de alumínio mal suportado.

Dentro do carro, um magnífico interior, que poderia ter saído de um Jaguar E-Type. Um painel plano, com tradicionais instrumentos redondos da Stewart-Warner e saídas circulares de ventilação. O ar-condicionado é equipamento básico, bem como instrumentação completa, abertura de portas por controle remoto (sem maçanetas) e bancos tipo concha revestidos em couro. Continua

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