Best Cars Web Site
Supercarros

Cobra africana

Clique para ampliar a imagem

Reprodução melhorada do Daytona Cobra de Shelby, o
Superformance Brock avança o estado da arte em réplicas

Texto: Marco Antônio Oliveira - Fotos: divulgação

Réplica. Uma palavra no mínimo controversa para os entusiastas. Os mais tradicionalistas tremem e se incomodam. Outros apuram os ouvidos com interesse.

Na verdade, poucas vezes uma palavra definiu tão pouco. Tradicionalmente, em nosso mundo, réplica significa uma cópia do original, feita pelo fabricante original. Este significado, para alguns arcano de tão antigo, já se perdeu em meio a um oceano de plástico reforçado com fibra-de-vidro. Mesmo assim, é fácil enxergar réplicas reais: os seis Modelos T criados pela Ford na ocasião de seu centenário são o mais fácil exemplo.

Mas fale de réplica, hoje em dia, que a imagem que virá à cabeça de quase todos é de uma abominável cópia mal feita em fibra de um carro antigo, montada sobre a plataforma de um velho Fusca ou Brasília que escapou do ferro-velho.

Clique para ampliar a imagem Clique para ampliar a imagem

A Superformance chamou o autor do Daytona Coupé original, Pete Brock, para
alterar as belíssimas linhas e adaptá-las à mecânica atualizada e às maiores dimensões

É triste que seja assim, porque na verdade, para um entusiasta dedicado, cuja paixão por automóveis não é manchada por desejos escusos de status, réplicas — quando bem feitas — são uma grande fonte de diversão. Não raro, réplicas bem executadas de clássicos são automóveis melhores que os originais, e infinitamente mais acessíveis, colocando o espírito de veículos caros ao coração dos entusiastas de volta nas ruas, sob seu comando. Algo nobre.

Quer um exemplo? Já se imaginou indo ao trabalho todo dia a bordo de um Daytona Cobra Coupé? Impossível, não é? Só existiram seis carros originais, e mesmo que você conseguisse comprar um, por uma fortuna incalculável, trata-se de um veículo de competição da década de 1960 — portanto, impossível de se usar no dia-a-dia. O interior é apertado, o motor intratável a baixas rotações, a ventilação interna nula, o acabamento péssimo. Um brinquedo apenas, algo que não se presta à mais básica das funções de um automóvel: a de transportar pessoas.

Mas esqueça o original. Permita-nos introduzi-lo ao estado de arte atual em réplicas. Um Daytona Coupé que tenta apagar as fronteiras do que é uma réplica e o que é um carro novo, algo iniciado pela Ford com seu novo GT, que, apesar de não ter uma peça sequer em comum com o GT 40 original, é praticamente idêntico a este em aparência e espírito. Trata-se do Superformance Brock Coupé. Continua

Supercarros - Página principal - Escreva-nos - Envie por e-mail

Data de publicação: 1/6/04

© Copyright - Best Cars Web Site - Todos os direitos reservados