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Supercarros

Touro endiabrado

Em plena forma apesar dos 10 anos de mercado,
o Lamborghini Diablo ganha novo motor de 6 litros

Texto: Henrique Mendonça - Edição: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

Para deixar o touro ainda mais feroz, a Lamborghini aumentou a potência do modelo 2000 do Diablo. Com motor V12 de 6 litros e 48 válvulas, o superesportivo, quase um clássico depois de dez anos entre os mais rápidos do mundo (saiba mais), gera agora 550 cv a 7.100 rpm e um torque de 63,2 m.kgf a 5.500 rpm!

Embora lançado em 1990, o Diablo continua imponente e agressivo. Os faróis não são
mais escamoteáveis, mas as portas ainda se abrem como lâminas de uma tesoura

Com aceleração de 0 a 100 km/h em 3,6 s, o novo Diablo é capaz de desafiar os mais rápidos supercarros. Sua aceleração equipara-se à do Ferrari F50 e fica apenas 2 décimos atrás do McLaren F1, o carro mais rápido do planeta já produzido. A velocidade máxima, segundo a marca, supera 330 km/h.

As linhas agressivas e musculosas desenhadas por Marcello Gandini receberam pequenas modificações, como as enormes entradas de ar integradas ao pára-choque dianteiro, que incorpora faróis auxiliares (os principais deixaram de ser escamoteáveis em 1999) e ventilação para os freios. Falando em freios, estes respondem rapidamente com discos ventilados de 14 pol, pinças da famosa marca Brembo e sistema antitravamento (ABS).

Com o aumento de cilindrada, o Lambo chega a 550 cv e acelera de 0 a 100 km/h em 3,6 s!

A tração integral é transmitida por enormes pneus Pirelli PZero, 235/35 ZR 18 na frente e 335/30 ZR 18 atrás. Apenas 15% da força é transmitida às rodas dianteiras, resultando em um comportamento semelhante ao de carros de tração traseira. Este sistema, junto do controle de tração e da suspensão controlada eletronicamente, com ajuste dos amortecedores pelo motorista, possibilita ótimas aderência e estabilidade.

Toda a carroceria do Diablo é feita de fibra de carbono, à exceção das portas de alumínio e do teto, em aço como o chassi tubular. O interior abusa de acabamento em couro e fibra de carbono. Equipamentos com uma arquitetura mais envolvente deram um ar mais moderno. A versão para a Europa traz uma pequena tela de TV, que no mercado norte-americano abriga o sistema de navegação.

Couro e fibra de carbono no interior, bielas de titânio no motor V12: materiais nobres

A usina de força é a mesma usada no último Diablo, de 5,7 litros, mas com a cilindrada aumentada em 285 cm3, entre outras modificações. Bloco e cabeçote são de alumínio, as bielas de titânio e o virabrequim ficou mais leve. O sistema de gerenciamento do motor usa um processador de 32 bits e controla os comandos de válvulas variáveis, para garantir ótimo desempenho e boa dirigibilidade em baixas rotações. Um novo escapamento, com controle variável-geométrico, atenua o nível de ruído em diferentes regimes do motor.

Segundo Giuseppe Greco, presidente da Automobili Lamborghini, com o forte suporte da Audi a marca italiana vai expandir sua linha de produtos em um futuro próximo. Até 2002 o Diablo deve ganhar nova atualização. A marca pretende também fazer um modelo de porte menor, com motor V8, para competir com o Ferrari 360 Modena.

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