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Bólidos das pistas

Versões de rua dos modelos de competição, Viper GT2
e 911 GT3 rasgam o asfalto a quase 300 km/h

Texto: Roberto Silva

Já se tornou comum entre as fábricas lançar versões para as ruas de seus automóveis de competição. Estes carros, como Mercedes CLK GTR e McLaren F1, por exemplo, vendidos a preços exorbitantes, são colocados em produção devido ao regulamento para participar das corridas. O Porsche 911 GT3 e o Dodge Viper GT2 poderiam muito bem ser mais dois desses automóveis. Mas eles possuem algo de diferente.

Começando pelo custo inicial, que não chega aos estratosféricos pedidos pelos outros modelos, são automóveis que despertam a cobiça dos transeuntes. São exemplos da emoção que um automóvel pode trazer a um ser humano. O GT3 vem como uma versão apimentada do clássico 911 e incrementa a sólida imagem da marca Porsche como fabricante de alguns dos melhores automóveis do mundo. O Dodge veio como uma edição comemorativa de um dos automóveis de maior prestígio da marca, já um ícone em termos de desempenho e emoção. Vejamos a seguir as particularidades de cada um.

Um Viper personalizado e ainda mais brutal
Rodas BBS de 18 pol, adereços aerodinâmicos e pintura especial diferenciam esta série limitada do Viper
Em 1997 a Dodge retornou à casa com dois títulos no Mundial de Gran Turismo realizado pela FIA, o conhecido FIA-GT: abocanhou os dois primeiros postos na categoria GT2. Esse foi um fato inédito -- nunca uma empresa americana havia ganho um campeonato internacional de automóveis baseados em modelos de produção em série. Para comemorar o fato, a Dodge lançou uma série limitadíssima, de apenas 100 carros, da versão para as ruas do Viper GTS-R utilizado pela equipe ORECA.

Foi escolhida a cor branca com duas faixas azuis, que se estendem do pára-choque dianteiro ao traseiro por cima da carroceria. Foram acrescentados ao GTS-R componentes aerodinâmicos que o deixaram com visual ainda mais agressivo: aerofólio traseiro confeccionado em fibra de carbono, saias nas laterais e spoiler dianteiro mais pronunciado. O aerofólio foi instalado com ângulo de ataque igual a zero, ou seja, não faz pressão aerodinâmica para baixo como o de competição -- já que o automóvel vai rodar nas ruas e não nas pistas.

Aerofólio traseiro é o mesmo usado nas pistas, mas montado em ângulo
zero para não gerar sustentação negativa

Junto com o pacote aerodinâmico veio um novo filtro de ar K&N, para ligeiro ganho de potência. Resultado: de 450 para 460 cv a 5.200 rpm e torque ampliado de 67,7 m.kgf para 69,1 m.kgf no mesmo regime de 3.600 rpm. As rodas de 18 pol, fabricadas pela BBS, são similares àquelas dos modelos de competição e recebem pneus Michelin MXX3, em medida 275/30 (dianteiros) e 335/35 (traseiros).

O interior deste Viper especial é acabado em couro preto com detalhes em azul nos bancos, na alavanca de freio de mão, nos painéis das portas e no console. Uma placa no console central ilustra a série comemorativa. Os cintos de segurança são de cinco pontos, como os do modelo de competição.

Motor ganhou 10 cv com um filtro de ar mais livre. Há até cinto de cinco pontos para segurar os ocupantes de um carro tão agressivo!

Para quem se interessou, uma boa e uma má notícia. A boa: com velocidade máxima de 296 km/h e aceleraçao de 0 a 96 km/h (60 mph) em 4.2 segundos, o GT2 é o mais rápido e veloz Viper já oferecido ao público. A má: todas as unidades foram fabricadas em Michigan como modelos 1998 e oferecidas por módicos US$ 85.200. E todas foram rapidamente vendidas. Continua

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