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Desvalorização, o fantasma
que persegue seu carro

Todo carro perde valor -- mas você pode reduzir o mal
escolhendo bem o modelo, cor, equipamentos...

Texto: Eduardo Alves - Edição: Fabrício Samahá

Quem realiza hoje o sonho de comprar um carro -- sobretudo zero-quilômetro -- tem uma série de gastos: desde licenciamento, IPVA e seguro, até combustível, manutenção, estacionamento, pedágios... Haja dinheiro! Mas há um fantasma mais feio que tudo isso: a desvalorização.

Um veículo deprecia, em média, 15% ao ano, mas no primeiro ano de vida a perda fica em torno de 25%. E vários fatores podem contribuir para uma desvalorização ainda maior. Por exemplo, comprar um automóvel de importador independente, de marca pouco estabelecida, ou mesmo de fabricantes recém-chegados. O brasileiro é muito cético quando o assunto é carro: fala em prazer em dirigir, beleza, conforto, mas o item que mais leva em consideração -- de modo consciente ou não -- é a confiabilidade da marca.

Marcas sem solidez no mercado podem ser fonte de problemas. Hyundai (no alto o Sonata) e Mazda (ao lado o Protegé) suspenderam atividades e retornaram anos depois
Comprar um veículo de marca não muito conhecida pode trazer aborrecimentos na hora da troca. As concessionárias das grandes fábricas -- e até as dessas marcas menores -- costumam avaliar os importados bem abaixo da tabela, pois estão se salvaguardando de possível dificuldade na venda e também do custo de peças e mão-de-obra, caso haja uma quebra, pois dão garantia de três meses para motor e câmbio em veículos usados. Em alguns casos, o carro é simplesmente recusado.

A avaliação numa concessionária da própria marca do usado, via de regra, é mais interessante. Para não perder tanto dinheiro, muitos consumidores trocam por veículos da mesma marca e acabam se tornando quase reféns dela.

Veículos que são sucesso de vendas quando novos podem ser um fracasso quando usados. Carros como Tipo, Tempra, Golf importado venderam muito, mas hoje seu mercado não é forte. Isso aconteceu, no primeiro caso, pela demora da Fiat em reconhecer e sanar os problemas que causaram diversos incêndios (
saiba mais), e nos outros casos, porque são carros de alto valor agregado. Têm um público exigente mas, quando envelhecem, perdem esse público e caem numa faixa de compradores que valorizam mais a economia e a praticidade do que o conforto.
Versões de luxo, como as mais caras do Tempra, perdem mercado ao envelhecer. Tê-las em cor e configuração mais aceitas significa menor dificuldade na revenda
Cores são outro fator delicado na escolha do carro novo. Cores como amarelo, laranja e vermelho têm público muito restrito e acabam por afugentar compradores. Se essas cores estão em carros de luxo, não há jeito: vira "mico", como se chamam no jargão do mercado os automóveis difíceis de vender. Para estes modelos, tons escuros de cinza, azul, verde e o preto são melhores.

Preto também é uma cor delicada: algumas pessoas fogem de carros dessa cor, porque qualquer risco na pintura é notado e é difícil mantê-lo limpo. Outras não abdicam de seu ar sofisticado. Evite também comprar carros com a cor dos táxis de sua cidade. Em São Paulo, por exemplo, carro branco tem desvalorização alta, ao passo que no Rio de Janeiro, no Nordeste e -- surpresa -- também no Sul esta cor é valorizada.

Geralmente versões esportivas têm comércio difícil, por pertencerem com freqüência a jovens, que podem não ter o cuidado adequado, e por seu seguro ser mais caro que o de veículos mais comportados. Se o carro for importado, como Fiat Coupé e Calibra, a desvalorização é ainda mais alta. Quando usados, já depreciados, podem parecer boa opção -- mas lembre-se que a tendência é haver cada vez menos mercado à medida em que o carro envelhece.
Continua

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