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Gás, a opção econômica

Rodar com gás natural é mais barato do que usar gasolina
ou álcool, mas saiba se a opção compensa para você

Texto: Eduardo Hiroshi - Fotos: Eduardo Hiroshi e divulgação

O taxista José Liberato roda aproximadamente 180 quilômetros por dia em seu Zafira. No porta-malas do carro há um cilindro de gás natural veicular (GNV). Antes deste monovolume, ele teve dois carros igualmente convertidos para o gás. “A economia é de quase 70% em relação à gasolina”, afirma, garantindo: é praticamente impossível a um taxista trabalhar hoje sem usar GNV.

“Tenho um sobrinho que tinha um táxi Santana, movido a álcool, na época em que pagava R$ 0,60 o litro. Hoje o álcool custa mais de R$ 1 e ele acabou convertendo o carro para o gás. Só agora ele está conseguindo tirar algum dinheiro”, conta.

E como é rodar com um carro a gás? Segundo Liberato, que pagou R$ 2,8 mil na conversão, o carro perde um pouco de potência, sentida especialmente nas subidas. A manutenção não é diferente da realizada em um carro comum, mas é preciso ter maior atenção com os filtros. O único cuidado especial, segundo ele, é rodar com gasolina durante alguns quilômetros no fim do expediente.

“Quando volto para casa, nos últimos cinco quilômetros, desligo o gás e volto para a gasolina. Se eu não fizer isso, no dia seguinte o carro começa a morrer”, afirma. Esses inconvenientes, segundo ele, são amplamente compensados pela enorme vantagem financeira do gás natural.

Liberato não é um caso isolado. Especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, é cada vez maior o número de carros convertidos para o GNV. O fenômeno começou no fim dos anos 90 e ganha força a cada novo aumento da gasolina e do álcool. Por enquanto, a maioria dos usuários é composta por taxistas e frotistas, pois a conversão é cara: custa, em média, R$ 3 mil.

Mas para quem roda bastante vale a pena, pois o quilômetro rodado com gás natural é bem mais barato (veja comparação adiante).

O taxista José Liberato: "É impossível
trabalhar hoje sem usar GNV"

Para ter um carro movido a GNV, o interessado deve levar seu veículo para uma oficina, pois nenhum fabricante oferece a opção de carros movidos a gás (embora haja duas opções homologadas; veja boxe). O maior inconveniente da conversão é que o carro, a menos que receba a adaptação autorizada pelo fabricante, perde a garantia. Mesmo assim, com o grande número de conversões, parece que os motoristas não estão muito preocupados com isso. Continua

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Data de publicação: 3/6/03

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