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Texto: Fabrício Samahá - Fotos: Fabrício Samahá e divulgação

Óleo lubrificante, o sangue do motor

Cuidar da lubrificação é tão importante para o motor quanto a circulação sanguínea é para você: o óleo lubrificante deve garantir a redução do atrito entre as peças internas do motor, além de contribuir para refrigerá-las através da troca de calor e para evitar sua oxidação.

Dos espirros à bomba   Nos primeiros automóveis, bastava existir um reservatório de óleo (o cárter) no qual o virabrequim mergulhava durante o funcionamento: o atrito gerava espirros que lubrificavam o motor. Os novos regimes de trabalho, porém, logo exigiram a evolução para os "pescadores" e mais tarde para a atual bomba de óleo, que conduz o lubrificante para canais que o levam aos pistões, válvulas, comando e outros componentes.

Viscosidade   O óleo se torna menos espesso, ou viscoso, quanto mais alta a temperatura em que trabalha. Nos motores antigos usava-se óleo monoviscoso, ou seja, destinado a certa faixa de variação de temperatura -- por exemplo, um óleo 20W ou 40, em que W significa winter, inverno. Há décadas, porém, o padrão passou aos multiviscosos, que podem atuar com um 20W ou um 40, por exemplo, de acordo com a necessidade -- daí a especificação 20W40. Quanto mais baixo o primeiro valor, melhor a lubrificação em tempo frio e no momento da partida; quanto mais alto o segundo número, maior a proteção em alta temperatura ambiente ou do motor.

Classes API   Outra classificação do lubrificante é a determinada pelo API, American Petroleum Institute: iniciada em SA, passou a SB, SC, SD e assim por diante, cada uma representando maior grau de proteção e aditivação que a anterior. Mesmo em um carro de 10, 15 ou 20 anos atrás, procure utilizar óleos de classificação API elevadas, como SH e SJ: lubrificação nunca é demais.



Os sintéticos   Óleos sintéticos são aqueles desenvolvidos em laboratório e não por derivação do petróleo. Apresentam grande poder de limpeza e proteção contra atritos, mas custam bem mais. Há também os semi-sintéticos, ou de base sintética, a preço intermediário. Se o fabricante recomenda para seu carro um desses tipos de óleo, não use os comuns (minerais), a menos em emergência. Neste caso, reduza o prazo entre as trocas pela metade. Se o motor, por outro lado, deve usar mineral e você preferir o sintético, pode dobrar o prazo entre trocas sem riscos -- lembrando-se, claro, de manter o nível e trocar o filtro de óleo no prazo recomendado.

O prazo correto   Não é pouco o que se troca de óleo sem necessidade no Brasil. Muitos pensam conseguir maior vida útil do motor abreviando o prazo entre as substituições. Sabe-se de motores atuais, utilizados normalmente, que superaram 300.000 km sem retífica, nunca trocando o óleo antes do prazo determinado pelo fabricante. Siga a indicação do manual do proprietário e fique tranqüilo.

Mantenha o nível   Seu carro consome óleo entre as trocas? Muitos donos não sabem responder -- e chegam a rodar abaixo do nível mínimo indicado na vareta, expondo o motor a desgastes, sobretudo pela menor dissipação de calor. Saiba que alguns motores podem consumir até um litro a cada 1.000 km sem que o fabricante considere anormal -- e acontece mesmo, sobretudo em motores novos. Se o de seu carro for um deles, esperar 10 ou 20 mil km para a troca, sem verificar o nível regularmente, pode causar uma má surpresa.

Medição: aguarde   Medir o nível de óleo logo após o motor ser desligado, como fazem muitos frentistas, é um erro: parte dele está ainda junto dos componentes e não desceu para o cárter. Uma leitura incorreta, que indique a menos, pode levá-lo a adicionar óleo sem necessidade e, pior, fazer exceder o nível máximo: o excesso deverá ser queimado pelo motor, produzindo poluição e até prejudicando o catalisador. O ideal é medir com o motor frio, antes da primeira partida, ou alguns minutos após desligá-lo a quente. E com o carro em piso plano.

Vai um aditivo, doutor?   A pergunta é comum nos postos, mas pense duas vezes. Os lubrificantes modernos são altamente aditivados na fabricação e atendem com folga as necessidades do motor. Um produto adicional pode tanto ser inócuo quanto, na opinião de alguns técnicos, ser incompatível com os aditivos originais e até prejudicar a lubrificação.

E já ficou escuro!   Não estranhe o rápido escurecimento do lubrificante novo: isso indica que o óleo cumpre sua função adicional de manter os condutos limpos, sem "borras" que poderiam estreitá-los ou mesmo entupi-los.

Saiba mais   Confira no item Lubrificação do Consultório Técnico mais esclarecimentos sobre óleo.

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