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Texto: Fabrício Samahá - Imagem: divulgação

Catalisador: faça esse "vilão" trabalhar a seu favor

Quando foi introduzido nos carros nacionais, em 1992, o conversor catalítico -- ou simplesmente catalisador -- foi considerado um inimigo: prejudicava o desempenho, impedia antigos procedimentos (como instalar corte de ignição antifurto e ligar o carro "no tranco") e até emitia um desagradável odor, resultado da elevada concentração de enxofre na gasolina.

Hoje isso tudo está superado ou aceito, mas ainda restam dúvidas do que o catalisador representa para o automóvel e de como conservá-lo em bom estado.

Não é filtro   Antes de mais nada, o catalisador não é um filtro. Como o nome indica, sua função é catalisar ou modificar a composição química dos gases de escapamento, reduzindo sua toxicidade à saúde e ao meio-ambiente.

Como uma colméia   Dentro do catalisador há uma estrutura cerâmica composta de milhares de pequenos canais, que lembram uma colméia de abelhas, por onde os gases passam para a reação química. Os gases percorrem cerca de 20 km dentro do catalisador, em contato com metais nobres como paládio e rádio (motores a álcool substituem o rádio pelo molibdênio).

Como chegar aos 80   Os fabricantes estimam em 80 mil km ou cinco anos a vida útil média do catalisador. Para que ela seja atingida ou mesmo bem ultrapassada, alguns cuidados são necessários. O mais importante é manter os sistemas de alimentação (carburador ou injeção) e ignição em perfeito estado, para que a combustão (queima) da mistura ar-combustível seja perfeita.

Uma mistura muito rica, com excesso de combustível, resulta em queima irregular e no envio de combustível mal queimado ao escapamento, onde entra em combustão e superaquece o catalisador, podendo queimá-lo e entupi-lo. Atenção também ao uso de combustível de qualidade duvidosa.

Trancos e cortes   Pela mesma razão, automóveis com catalisador não podem utilizar sistemas antifurto com corte de ignição, que resultam em queima incompleta da mistura até que o motor apague. Ligar o carro "no tranco" (empurrado) pode causar o mesmo, sobretudo se houver problemas mecânicos -- e não simples descarga da bateria -- que dificultam a partida nessas condições. Evite ainda, em carros carburados, acelerar antes de desligar o motor (tão inútil quanto prejudicial).

Outro cuidado é passar com cuidado em lombadas e trechos acidentados, para evitar choques no catalisador.

Mais potência?   Se o catalisador prejudica o desempenho, basta retirá-lo para ganhar alguns cavalos a custo zero, certo? Errado. Como os parâmetros de injeção (ou carburação) e ignição levam em conta a contrapressão que ele representa no sistema de escapamento, sua remoção desajusta o conjunto e pode causar irregularidades na alimentação, com aumento de consumo -- sem falar na poluição muito maior. Lembre-se que a alteração das características do carro é proibida e que testes de emissões poluentes devem ser feitos nos automóveis usados no futuro, trazendo problemas a quem tiver removido o catalisador.

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