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Como se preparar para emergências ao volante

Dirigir bem envolve mais do que circular com fluidez e segurança pelas ruas e estradas: deve-se estar preparado para emergências ao volante, como uma falha em sistema ou componente mecânico do veículo. Vamos a algumas dicas.

Derrapagem   O ideal é tomar as curvas em velocidade compatível, freando antes de entrar nelas para evitar desequilíbrios. Mas, se for tomado de surpresa, você pode tentar corrigir a derrapagem.

Carros de tração dianteira e alguns de tração traseira tendem a desgarrar com a frente, abrindo o raio da curva -- o chamado subesterço, figura 1. Para corrigi-lo, tire o pé do acelerador e vire ligeiramente o volante na direção da curva.

Certos modelos de tração traseira tendem a sair com esse eixo, reduzindo o raio da curva -- o sobresterço, figura 2. Corrija-o virando-se o volante na direção oposta à da curva e acelerando ligeiramente.

Trânsito parado à frente   O primeiro conselho não é novo: conserve uma distância segura entre os veículos para ter espaço para frear. Mas há outros, como tentar enxergar pelo vidro dos carros à frente ou mesmo por cima deles, se você estiver num veículo alto. Atento ao que se passa bem adiante, você se antecipa e ganha tempo para uma atitude. 

Ao precisar frear forte, verifique se o veículo de trás o acompanhou e evite manobras bruscas. Se seu carro possui freios antitravamento (ABS), desviar pode ser a melhor opção, lembrando-se de checar os retrovisores. O uso do pisca-alerta não é recomendado antes da parada total, porque encobre a sinalização de eventuais mudanças de direção.

Falha nos freios   É pouco provável uma falha completa, pois os veículos atuais utilizam duplo circuito hidráulico. No caso de falha parcial, em um só circuito, o pedal baixa bastante -- esteja preparado, inclusive evitando tapetes muito espessos sob o pedal.

Havendo falha total, como ao ferver o fluido de freio, não se desespere. Reduza uma ou mais marchas, "bombe" o pedal para ver se o freio volta a funcionar e puxe lentamente o freio de estacionamento, com o botão de liberação apertado. Como este freio atua nas rodas traseiras em quase todo automóvel, uma puxada brusca pode fazer o carro rodopiar ("cavalo de pau").

Acelerador travado   Não é comum, mas pode acontecer. Nesse caso, lembre-se: todo automóvel tem freios mais potentes que o próprio motor -- portanto pode ser freado, mesmo que em espaço maior. Para ajudar, passe o ponto-morto para interromper a transmissão da força às rodas (não há riscos nos atuais carros a injeção, que têm limitador de giros) e desligue o motor assim que parar. Cuidado ao fazê-lo ainda em movimento: as assistências da direção, se houver, e dos freios (servo) deixam de atuar, podendo dificultar o controle do carro.

Estouro de pneu   Os atuais pneus sem câmara são bem seguros nesse aspecto, mas um buraco pode trazer más surpresas, cortando o pneu ou amassando a roda a ponto de causar perda de pressão. O importante é ser suave nos movimentos de direção e freios, para evitar descontrole. Desacelere ou freie com moderação, segurando firme o volante, até parar.

Texto: Fabrício Samahá
Ilustrações: divulgação

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