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Carros e caminhões: vamos
melhorar esta convivência

Saiba como colaborar para que os veículos pesados
representem menos insegurança e tensão nas estradas

Texto: Fulvio Oriola - Fotos: Fabrício Samahá e divulgação

Caminhões e automóveis, uma convivência que gera acalorados debates. O Brasil é muito dependente do transporte rodoviário, fruto de políticas governamentais do passado. "Governar é abrir estradas" foi o lema do governo nas décadas de 50 e 60, e os estrategistas do desenvolvimento abandonaram outros meios de transporte pesado, como hidrovias e ferrovias. Resultado: o País ficou dependente do transporte por caminhões.

Nossas estradas logo mostraram-se subdimensionadas e em mau estado de conservação, com falhas de projeto e de construção que não foram reparadas. A frota de carros e caminhões não pára de crescer, e com ela crescem também os problemas entre esses veículos tão diversos.

Excesso de carga é um dos principais problemas do transporte em caminhões. Apesar das vantagens de se levar maior volume de uma só vez, é uma faca de dois gumes: causa problemas nas estradas, pela lentidão dos caminhões nas subidas, e traz perigo pela dificuldade de controlar o peso nas descidas e freadas. O caminhão se desgasta mais, a pavimentação das estradas se deteriora com o excesso de peso -- e a viagem acaba ficando mais lenta por todos estes aspectos.

Outro problema é o mau estado de conservação dos caminhões. Os de propriedade de transportadoras em geral têm manutenção mais rigorosa e motoristas melhor preparados. Já os de particulares raramente seguem padrões de segurança adequados. Em veículos tão pesados, o menor descuido pode ter graves conseqüências numa emergência ou em situação de maior exigência dos freios, suspensão, direção e pneus.

Cargas mal acondicionadas, motoristas com sono e mal preparados: fatores de risco que exigem especial cuidado, como manter distância segura

Não há como negar: assim como existem bons e maus motoristas de automóvel, há bons e maus caminhoneiros. Se por um lado alguns caminhoneiros e motoristas de ônibus são acusados de usar o tamanho do veículo para intimidar, por outro alguns motoristas usam a velocidade e a agilidade de seus carros como contra-ataque -- e ambos convidam a acidentes. Deve-se entender que os caminhões não conseguem ser ágeis e rápidos como os carros. E os caminhoneiros devem compreender que o tamanho de seus veículos traz, isso sim, a necessidade de maior treinamento do motorista.

As técnicas de condução de um caminhão pesado são bem diferentes das de um carro. As frenagens, por exemplo, têm de ser feitas em duas etapas: primeiro a carreta com a carga, depois o cavalo mecânico (cabine). Há ainda o freio-motor, que num carro pode ser dispensado, mas num caminhão assume grande importância para não sobrecarregar os freios das rodas. Se fosse feita a frenagem apenas do cavalo mecânico, a carreta o atropelaria pela maior inércia.

Já se apenas a carreta fosse freada, o caminhão poderia perder o controle e formar um "L" na pista -- também acidente na certa. Outras diferenças são a necessidade de muitas mudanças de marcha e do uso de reduzidas para descidas e subidas, o amplo raio necessário para contornar curvas e fazer conversões, além da visibilidade limitada em regiões próximas. Resumindo: dirigir um caminhão não é nada fácil. E dirigir bem, menos ainda.

Dicas para a boa convivência   Nessa relação complicada, o melhor para quem está ao volante de um carro é não fazer disso uma guerra, até mesmo porque as armas "inimigas" seriam bem mais pesadas que as suas -- literalmente. Então, o melhor é agir da forma mais segura e coerente possível. Continua

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