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Utilitário para o lazer

Toyota RAV4 concilia bom desempenho, robustez,
conforto e praticidade no uso urbano

Texto e fotos: Fabrício Samahá

O conceito de utilitário-esporte está mesmo mudando. Uma nova geração desses veículos, de menor porte, vem combinando de forma inédita aparência jovial, interior confortável, desempenho e comportamento dinâmico. Com o RAV4 (sigla para Recreational Active Vehicle - four wheel drive, ou veículo de recreação com tração integral), lançado em fevereiro último, a Toyota ingressa decidida neste segmento do mercado nacional que também conta com Subaru Forester, Mitsubishi Pajero iO (leia avaliação) e, em breve, o Honda CR-V.

Motor 2-litros do Corona torna o RAV4 agradável de dirigir, mas falta espaço no banco traseiro

O RAV4 surgiu no Japão em 1994, apenas em versão três-portas, mas logo ganhou a de cinco que agora temos aqui. A receita é eficiente: motor de 2 litros, 16 válvulas e 128 cv emprestado do Corona, tração 4x4 permanente, suspensões independentes, câmbio manual ou automático. Nada de pesados eixos rígidos, motor amarrado ou tração integral de uso limitado. A proposta esportiva e de lazer fica bem clara já no estilo harmonioso, em que se destacam as lentes transparentes de faróis (de duplo refletor e superfície complexa, muito eficientes) e lanternas, as grandes rodas de 16 pol e o estepe externo na traseira. A nota negativa vai para a luz suplementar de neblina, acima da placa traseira, que parece improvisada.

O interior não chega a ser luxuoso, mas transmite qualidade e bem estar. Apesar da aparência antiquada de alguns comandos, como os de ar-condicionado, o painel é de automóvel e inclui indicador de portas mal fechadas. A posição de dirigir agrada, mesmo que não haja regulagem de altura do assento (existe, porém, para o volante) e que a reclinação do encosto seja por alavanca, em pontos definidos e não contínua. O retrovisor esquerdo também tem lente convexa, para campo de visão mais amplo, mas o estepe compromete a visibilidade traseira.

Estilo é robusto e agradável. Há bolsas infláveis mas não freios antitravamento, uma falha

Alguns detalhes positivos: "pedal morto" para descanso da perna esquerda; controles elétricos dos vidros com função um-toque para o motorista, antiesmagamento e temporizador, este raro no mercado; comando interno do bocal de abastecimento; extintor bem localizado, sob o banco do motorista; porta-moedas; dois hodômetros parciais, úteis em viagens, e digitais; e marcador de combustível que nunca se desliga, conveniente quando são vários os motoristas.

Embora catalogado como de cinco lugares, o pequeno Toyota não oferece acomodação para três no banco traseiro. Além do assoalho alto, como em todo utilitário, e do espaço reduzido para as pernas, o encosto dividido ao meio torna árdua a ocupação da posição central. Interessante é a possibilidade de reclinar bem o banco -- muito mais que no Pajero iO --, para o transporte de objetos mais longos ou mesmo um descanso. O porta-malas oferece capacidade adequada, 409 litros, e traz uma tomada de energia 12V para acessórios. A tampa abre lateralmente, mas o acesso deveria ser pela direita, lado da calçada no Brasil, e não pela esquerda como no Japão.

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