A classe média britânica

Menor que os grandes sedãs da marca, o Vauxhall Victor
acabou crescendo e ganhando versão de seis cilindros

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

A empresa britânica Vauxhall Iron Works — cujo nome era o mesmo da cidade onde se instalou — foi fundada em 1857 para fabricar bombas e motores marítimos. O primeiro automóvel vinha em 1903, um roadster com motor de 5 cv e câmbio de duas marchas. Em 1907, dois anos após se mudar para a cidade de Luton, tornava-se a Vauxhall Motors Ltd.; em 1925 era adquirida pela General Motors americana.

Retomadas as atividades após a Segunda Guerra Mundial, seu primeiro novo modelo era o médio Wyvern, em 1951. Em meados da década, a linha Vauxhall compreendia também os grandes Cresta e Velox, mas havia espaço para um sedã de menor porte. Então, em 1957 era lançado o Victor. Apesar das dimensões compactas, bem européias (comprimento de 4,23 metros, distância entre eixos de 2,49 m), seu estilo seguia as tendências americanas da época, com elementos no pára-choque dianteiro que pareciam projéteis, aletas nos pára-lamas traseiros, pára-brisa e vidro posterior panorâmicos, com as laterais envolventes — uma primazia entre os carros europeus. O capô tinha dois ressaltos de aspecto discutível, que seriam descartados após dois anos, junto dos "projéteis". Em pouco tempo uma perua ampliava a oferta.

A primeira geração do Victor, no alto, e seu estilo americano davam lugar em 1961 à série FB, ao lado: carroceria mais baixa, linhas bem européias, motor de 1,5 litro e 48 cv

Um só motor estava disponível, de quatro cilindros em linha, 1.507 cm³ e comando de válvulas no bloco. Fornecia potência (líquida) de 48 cv e torque máximo de 11,2 m.kgf, o bastante para um desempenho razoável ao sedã de 980 kg, cujo câmbio manual tinha três marchas e a tração era traseira. Usava freios a tambor nas quatro rodas, pneus 5,90-13 e suspensões tradicionais: a dianteira independente com molas helicoidais, a traseira com eixo rígido e feixes de molas semi-elíticas.

Em 1961 o modelo inicial, conhecido como série FA, dava lugar ao FB, de linhas mais limpas e européias, mas não tão imponentes. Faróis ladeando a grade, capô plano e um forte vinco lateral formavam o estilo sóbrio da carroceria, agora mais baixa. O entreeixos crescia para 2,54 metros e o comprimento para 4,40 m, mas motor e câmbio não mudavam. No ano seguinte surgia uma versão de melhor desempenho, a VX 4/90, sigla alusiva a Vauxhall Experimental, motor de quatro cilindros e a cilindrada de 90 pol³, 1,5 litro. O propulsor era retrabalhado para render 72 cv e 12,1 m.kgf, o câmbio tinha quatro marchas e as rodas passavam a 14 pol, com freios dianteiros a disco.

O terceiro modelo, o FC, chegava em 1964 com formas mais retilíneas e motor de 1,6 litro, que rendia 85,5 cv na versão VX 4/90, a da foto

A série FC, de 1964, era o primeiro Vauxhall com vidros laterais curvos. De resto, apesar da carroceria toda nova e mais retilínea, havia semelhança de estilo com o modelo anterior. Sem mudança nas dimensões, ganhava um motor de 1.596 cm³, 59 cv e 11,7 m.kgf. No VX 4/90 o desempenho era maior, pois os dois carburadores resultavam em 85,5 cv e 12,7 m.kgf. Continua

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Data de publicação: 18/4/06

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