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"Vai trocar o óleo, doutor?"

Na segunda e última parte, dicas de lubrificação
específicas para motores diesel e de motos

por Luiz Alberto Pandini
Luiz Alberto Pandini

Na coluna anterior comentei algumas úteis providências para que o motorista saiba qual o melhor momento para fazer troca de óleo e como identificar o mais adequado para seu veículo. No entanto, aquelas regras eram aplicáveis a motores de quatro tempos movidos a gasolina ou álcool.

Quem tem moto (com motor de dois ou quatro tempos) ou veículo a diesel deve seguir algumas recomendações específicas. Uma coisa, porém, não muda: a primeira medida é seguir as recomendações do manual do proprietário quanto aos prazos de troca e tipo de óleo a ser usado. 

Donos de motos com motor a quatro tempos devem dar preferência a lubrificantes específicos para esse tipo de veículo, especialmente se o motor for refrigerado a ar. Isso porque tais óleos possuem aditivos que ajudam a manter a viscosidade mesmo sob alta temperatura de trabalho, o que é muito importante no tráfego pesado das grandes cidades, quando a moto anda em meio a outros veículos "aspirando" ar e gases quentes. Caso não seja encontrado, podem ser usados óleos 4T desenvolvidos para automóveis, verificando se o grau API (SF, SG, SH, SJ, SL) atende aos requisitos da moto.

Motos com motor dois-tempos requerem dois tipos de óleo. Um é o quatro-tempos, que lubrifica apenas a transmissão e a embreagem e por isso não requer especificação elevada. O outro é o óleo dois-tempos, diluído no combustível (em geral por misturador automático, mas ainda adicionado pelo usuário em ciclomotores e motos de enduro) e queimado junto com ele no funcionamento do motor.

O óleo 2T deve ser adicionado na proporção indicada pelo fabricante da moto. Lubrificante em excesso não traz vantagens e aumenta em muito a emissão de poluentes, além de poder carbonizar a vela ou as velas de ignição. Já a falta de óleo, ou uma mistura muito "pobre", pode superaquecer o motor e até travá-lo, com risco de danos onerosos. Como sempre, vale a regra de verificar no manual do proprietário qual é o tipo de óleo mais adequado (a classificação mais atual para esse tipo de óleo é a API TCW3 americana, equivalente à JASO FC japonesa).

Quem tem jipe, picape ou utilitário-esporte (SUV) a diesel deve verificar quais lubrificantes podem ser utilizados. Muitos óleos, sobretudo sintéticos, servem tanto para motores a gasolina quanto para diesel, mas convém certificar-se de que o óleo escolhido realmente possa atender às necessidades dos dois tipos de motor.

Caso seja utilizado um óleo mineral, deve-se prestar atenção à classificação API, que é diferente da usada nos óleos para motores a gasolina: vai de CC (a mais antiga ainda em uso) e passa pelas CD, CE, CF, CF2, CF4, CG4 e CH4 (a mais recente). Como nos motores a gasolina, deve-se usar sempre um óleo de classificação igual ou superior à recomendada pelo fabricante. 

Quase todos os fabricantes e importadores de jipes, picapes e SUVs existentes no Brasil recomendam o uso de óleos sintéticos em seus veículos. Isso inviabiliza a utilização nesses veículos de óleos lubrificantes de caminhões e ônibus, quase todos minerais. Portanto, sua utilização em um modelo de menor porte só deve ser feita em situação de absoluta emergência, sendo feita tão logo quanto possível a troca por um lubrificante adequado.

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Data de publicação deste artigo: 30/4/02

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