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Filhote de raça

Novidade mundial, o menor dos Pajeros revela valentia numa avaliação fora-de-estrada

Texto: Carlos Guimarães - Edição: Fabrício Samahá

Para se juntar à família Pajero e competir com os jipes pequenos de apelo urbano feitos para enfrentar trilhas leves, a Mitsubishi conta com seu mais novo lançamento: o Pajero iO (eu em italiano), com desenho finalizado pelo estúdio italiano Pininfarina -- responsável pelas belas formas dos Ferraris desde 1952 -- e com a tecnologia desenvolvida pela marca japonesa em veículos fora-de-estrada. Com linhas que devem agradar principalmente o público feminino, sem deixar de lado a robustez, o jipinho é agradável de dirigir tanto na terra quanto no asfalto.

O iO foi lançado no início do ano no Japão e chega ao Brasil antes da Europa e EUA. Toyota RAV4 (leia avaliação completa), Subaru Forester e o futuro Honda CR-V são os principais concorrentes aqui. O preço básico (R$ 45.500 com câmbio manual) inclui duas bolsas infláveis, freios antitravamento (ABS), ar-condicionado, toca-CD e controles eletricos de vidros, travas e retrovisores.

Recém-lançado no Japão, o "Pajerinho" traz estilo de Pininfarina e preço competitivo no segmento

Logo ao sentar no banco do motorista (curiosamente regulável em altura com roldana e em inclinação do encosto por alavanca), pode-se perceber que os comandos estão todos à mão e que a instrumentação é suficiente e de fácil leitura. No painel, além do porta-copos logo à frente da alavanca de câmbio, ainda existem porta-objetos nas extremidades. Indispensável para um fora-de-estrada, porta-mapas nas portas também não foram esquecidos. Faltam apenas a faixa degradê no pára-brisa e o espelho de cortesia no pára-sol direito -- embora exista no esquerdo, lado do passageiro no Japão.

Na frente, motorista e passageiro vão bem acomodados, mas no banco traseiro (bipartido e com regulagem do encosto) não existe o mesmo conforto. A largura é insuficiente para três ocupantes e falta espaço para as pernas, principalmente com um motorista acima de 1,75 metro. Há cinto de segurança de três pontos apenas para os dois lugares externos. De fácil acesso, o porta-malas oferece tomada de 12 volts para acessórios e espaço razoável para a bagagem de quatro pessoas, além de porta-objetos nas laterais. O estojo de ferramentas é colocado sob o assoalho, onde podem ser guardados pequenos objetos, e inclui interessante triângulo de advertência mais resistente à ação do vento.

Praticidade: banco traseiro bipartido com encosto ajustável, porta-objetos sob
o porta-malas. O estepe externo não prejudica a visibilidade

A visibilidade é boa, graças a ampla área envidraçada e aos espelhos retrovisores de tamanho adequado e com ajuste elétrico. Nem o estepe (com roda de alumínio e trava antifurto) colocado na porta traseira prejudica a visão, já que foi montado abaixo do vidro. Ainda existem faróis de neblina em complemento aos principais, cujas lentes utilizam plástico policarbonato.

A Mitsubishi preparou para a avaliação uma trilha com aclives, declives e inclinações laterais acentuados, que permitiu descobrir o comportamento dinâmico desse valente jipinho japonês. Dada a partida, o motor de 1,8 litro, 16 válvulas e 117 cv, derivado do que equipa o Lancer, mostra-se bastante silencioso. Ajudado pela transmissão (4x2 e 4x4) bem acertada, com reduzida e bloqueio no diferencial central, o "pajerinho" surpreende ao enfrentar subidas íngremes, trechos com muita lama e declives de tirar o fôlego. Os engates são suaves e precisos e a troca de 4x2 para 4x4 pode ser feita em movimento a qualquer velocidade.

Percurso de teste incluiu fortes declive (foto no alto) e inclinação lateral, que o iO superou com valentia
A suspensão absorve bem as irregularidades, mas nos trechos de maior dificuldade mostra limitação de curso, percebida por batidas "secas" no batente vindas da traseira. O volante de quatro raios, revestido em couro e de boa empunhadura, pode ser manuseado sem esforço. Vale lembrar que durante o teste o sistema antitravamento (ABS) foi desligado a fim de tornar os freios mais eficientes para as condições em que foi avaliado -- num piso de baixa aderência o ABS pode eliminar a atuação dos freios. Deveria existir um botão para desligá-lo quando fosse necessário.

Mesmo assim, as impressões ao dirigir o menor dos Pajero foram positivas. Sem dúvida, a beleza do estilo italiano, a tradição da Mitsubishi em provas de rali, assim como o preço interessante com relação ao que há no segmento, devem pesar favoravelmente na hora da compra.

Ficha técnica
MOTOR - longitudinal, 4 cilindros em linha; comando no cabeçote, 4 válvulas por cilindro. Diâmetro e curso: 81 x 89 mm. Cilindrada: 1.834 cm3. Taxa de compressão: 9,5:1. Injeção multiponto.
Potência máxima: 117 cv a 5.500 rpm. Torque máximo: 16,8 m.kgf a 4.000 rpm.
CÂMBIO - manual, 5 marchas (automático, 4 marchas opcional); tração traseira ou integral.
FREIOS - dianteiros a disco ventilado; traseiros a tambor; antitravamento.
DIREÇÃO - de pinhão e cremalheira; assistência hidráulica; diâmetro de giro, ND.
SUSPENSÃO - dianteira, independente, McPherson, estabilizador; traseira, cinco braços, molas helicoidais.
RODAS - 6 x 16 pol.; pneus, 215/65 R 16 S.
DIMENSÕES - comprimento, 4,03 m; largura, 1,68 m; altura, 1,74 m; entreeixos, 2,45 m; capacidade do tanque, 53 l; porta-malas, ND; peso, 1.330 kg.

Derivado do que equipa o Lancer, motor 1,8 16V oferece desempenho correto

Desempenho e consumo
Não divulgados.
 
Fora-de-estrada
Ângulo de entrada, 33°; de saída, 38°; de rampa, ND; altura livre do solo, 195 mm; profundidade máxima, 60 cm; inclinação lateral máxima, ND.

Dados do fabricante. Fotos de Fabrício Samahá, Carlos Guimarães e divulgação

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