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O nome do negócio

Mercedes e Chrysler deixam de existir e formam uma
só DaimlerChrysler, que tem problemas a resolver

por Roberto Nasser - Fotos: divulgação

Roberto NasserNeste dia 15 de dezembro as empresas Mercedes-Benz do Brasil e Chrysler do Brasil deixaram de existir. Foram substituídas pela razão social de DaimlerChrysler, como já ocorre no restante do mundo onde operam. Para o usuário a diferença vai estar na plaqueta, fixada dentro do cofre do motor, que identifica os veículos -- fabricados pela DaimlerChrysler, mas de individualidade preservada como marca e tipo.

A mudança é conseqüência do processo de troca de ações entre as duas empresas, a maior fusão já realizada no setor automobilístico, e que transformou esta marca na terceira em volume de produção em todo o mundo, atrás apenas da GM e da Ford.

No Brasil o comando da nova empresa fica com Ben Van Schaik, agora presidente das operações Mercedes no Brasil e Argentina, e engloba as sete unidades industriais que estas marcas possuem no Mercosul: instalações fabris da Mercedes em São Bernardo do Campo e Campinas, SP e em Juiz de Fora, MG, e da Chrysler, em Campo Largo, PR. Na Argentina, a Mercedes tem uma fábrica ociosa nas beiradas de Buenos Aires, onde produz o utilitário Sprinter. A Chrysler tem uma unidade industrial em Córdoba, para a montagem do Grand Cherokee. 

MOMENTO 

Negócios grandes, problemas grandes. É este o quadro mundial do negócio realizado entre a Mercedes e a Chrysler. Enquanto os negócios fluíram até pela inércia do gigantismo dos números, as dúvidas eram esquecidas pelas adequações, acertos, providências entre Stuttgart, na Alemanha, sede da então Daimler-Benz, e Auburn Hills, EUA, da antiga Chrysler Corporation.

São tantas as reuniões entre gente de países diferentes -- Roberto Bogus, diretor comercial da Mercedes no Brasil e membro do Conselho Diretor, cumpre uma agenda internacionalmente triangular -- que a corporação comprou dois aviões -- não são jatos executivos, mas Airbuses para vôos entre Stuttgart e Detroit...

Com a desaceleração da economia norte-americana, as vendas de automóveis caíram e as dos produtos Chrysler mais que as dos veículos GM e Ford. Pior que isto, as ações da empresa desceram abaixo da metade do valor quando da negociação associativa, há dois anos. Para complicar o caso, como a gestão do negócio ficou por conta do acionista maior, a Daimler, em dois anos a direção é de alemães -- inclusive na Chrysler.

A DaimlerChrysler fechou metade das fábricas nos EUA e Canadá para desafogar os pátios e os revendedores. E o terceiro maior acionista norte-americanos, Kirk Kerkorian -- que já havia tentado, junto com Lee Iacocca, a tomada da companhia --, entrou na justiça questionando US$ 8 bilhões em prejuízos.

MUDANÇAS MERCOSULINAS 

São bem maiores que grandes as chances da DaimlerChrysler agrupar as operações industriais da empresa na Argentina, levando de Córdoba a montagem dos Jeep Grand Cherokee par