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Em novembro, Salão de Brasília

A capital federal sedia, pela primeira vez, um salão
de fim apenas expositivo no Centro-Oeste

por Roberto Nasser

Roberto NasserBrasília terá seu primeiro Salão do Automóvel com finalidade eminentemente expositiva, e realizado logo após o evento líder com o mesmo nome no Anhembi, São Paulo. O evento local tem o nome de Brasília Auto Show, 1º Salão Automobilístico do Centro-Oeste, e será realizado entre os dias 8 e 12 de novembro próximos nos 23.000 metros quadrados da ExpoBrasília.

A proposta de realização de um evento institucional se baseia na constatação da necessidade de regionalizar esta exposição, que apresenta as novidades do setor automobilístico, motociclístico e de serviços, ante a constatação de que um único evento, sediado na capital paulista, não consegue gerar apresentação de novidades ou impulsos de compra à população de um país de dimensões continentais. A região pretendida de atração e influência do Salão em Brasília é de 500 quilômetros em torno da capital federal.

A forma de diferenciar o Brasília Auto Show dos feirões de venda de carros usados e novos está na apresentação da idéia: a Ford realiza convenção com a imprensa automobilística regional em Brasília para mostrar o Special, nova versão do Fiesta, e em demonstração de apoio explícito e aval à idéia, abre espaço em seu evento para a apresentação das diretrizes e dados da Brasília Auto Show.


Gol pode ser o maior barato

Participante do Automotive News Europe Congress, promovido pela renomada publicação, e que reuniu os maiores executivos da indústria automobilística mundial, o engenheiro Herbert Demel, presidente da Volkswagen na América do Sul, deu informação de extremo interesse ao ser confrontado com uma pergunta: "Como enfrentar o carro de US$ 6 mil que será feito pela Renault através da Dacia, sua subsidiária romena?"

Demel afirmou que o Gol vende 25% do mercado brasileiro e pode ser o Volkswagen barato para mercados emergentes, calçando argumentos como a inexistência de razões para que um automóvel com este nome não possa ser atrativo em outros mercado em ascensão. Segundo o executivo, hoje imerso num grande trabalho de reengenharia de toda a fábrica de São Bernardo do Campo, SP, o Gol tem a melhor relação de custo-benefício dentre todos os produtos do Grupo VW, tendo sido redesenvolvido para atender a todas as normas de emissões e agora tem qualidades dos modelos mais atualizados.

Ao revisar o Gol e autorizar a criação do motor turbo, que não é uma versão para preencher um pequeno nicho, mas um ramo na árvore do Gol, e agora com a criação de perspectivas de exportação, como iniciou para o México, o eng. Demel revitalizou o produto e agora projeta longa vida para o veículo de fim previsível.

Suzuki Jimny Lada Niva

Importados crescem

Fechado o semestre, o mercado para os importados causou surpresa: subiu 30% em relação ao ano passado e sinaliza uma expansão de 15% no global. A explicação, segundo José Luiz Gandini, presidente da Abeiva, associação que reúne os importadores, está no fato de os fabricantes nacionais virem repassando custos aos produtos, aumentando seus preços.

Com a estabilidade do dólar e queda das taxas de juros, os importados voltaram a ser opção inclusive em segmentos de menores preços. Isto significa que os importados podem voltar a ter a função que interessa aos consumidores -- servir como referência de tecnologia, preço e relações com os clientes.

Os mais vendidos foram a Kia Besta, 870 unidades; Peugeot 206 com 789; Citroën Xsara, 561 e Mitsubishi Pajero, 549.

Antigos. Um bom encontro em Ribeirão

Manter a tradição de encontros movimentados e sem a aura de política de baixo clero, uma lamentável ocorrência no movimento antigomobilista, é a meta dos associados do Faixa Branca, o clube de automóveis antigos de Ribeirão Preto.

Ano passado conseguiram reunir quase 300 veículos num shopping center, tornando Ribeirão a meca do antigomobilismo do noroeste paulista, agregando clubes e interessados de seu perímetro. Neste ano querem repetir a dose no mesmo Novo Shopping Center, o novo eixo comercial da cidade, numa área de 400 mil metros quadrados. Ricardo Corona, presidente e mola mestra do Clube, sinaliza em 400 participações, e avisa: para evitar dúvidas conceituais e evitar abrasões não existirá premiação. Para a organização, todos os participantes merecem prêmio pelo esforço de salvar um pedaço importante do passado.

O 2º. Encontro de Carros Antigos de Ribeirão Preto ocorre entre os dias 14 e 16 de julho. Informações, (16) 620-5556.


E a Lada volta?

Série de notícias dá conta que grupo de empresários brasileiros fez proposta ao Governo do Distrito Federal para instalar fábrica nos arredores de Brasília, destinada à produção de veículos Lada, especialmente os jipes e picapes 4x4. A proposta é em nome de LMotors.

A pretensão é suprir o mercado com um utilitário versátil, resistente, e bem melhorado relativamente às unidades do jipinho Niva atualmente circulante, tornando-o o mais barato do país na especialidade. Mercadologicamente a proposta é adequada pois a região geoeconômica do Centro-Oeste é a maior consumidora de jipes e picapes no país.

As diferenças encontráveis no Niva comparativamente às unidades pioneiras dizem respeito ao motor ampliado para 1.700 cm3, ao qual foi aplicada uma injeção monoponto de combustível Rochester. Melhoramentos na transmissão e na caixa de transferência reduziram ruídos e vibrações, tornando-o mais silencioso, confortável, veloz e econômico.

Anuncia-se que o Niva brasiliense, com o nome de Paranoá, seria vendido por R$ 17 mil. Por ora, a Lada providencia a retomada das importações do jipe, com vendas em setembro e o mesmo preço projetado.

No começo

O projeto, ao que se sabe, está nas primeiras tratativas com o governo. E surpreendentemente, não com a própria Lada. Fonte da montadora informa que não há participação da marca no empreendimento, que é a reunião de empresários brasilienses, goianos e matogrossenses do sul. Os contatos entre os empreendedores e a montadora russa foram iniciais, sem definições maiores, o que significa prazos amplos para um acerto final. Nada antes de 2001, enfatizou a mesma fonte.

Visão própria

A Lada nunca esteve no Brasil como fabricante. Representava-a uma importadora que saiu do país deixando clientes órfãos, revendedores no prejuízo, desgaste para a marca. Ao governo, impostos a pagar.

Tentou aportar aqui chegando a sondar a antiga Companhia Brasileira de Tratores, para utilizar sua fábrica, fechada e com manufatura ideal a um veículo como este, mas o negócio não se viabilizou.

Um grupo brasileiro e o importador uruguaio tentaram a montagem de uma operação local, o que também não ocorreu.

A Lada experimenta agora, tomando a experiência como um parâmetro para o mercado sul americano, uma iniciativa equatoriana: um grupo local fechou negócio para montar Nivas destinados ao mercado do Equador, à base de mil unidades anuais. Uma ótica curiosa.

Roda-a-roda
HERMANOS - Matéria desta Coluna, sobre os autos e baixos da política econômica e o atual desbalanceamento entre investimentos, capacidade de produção, e capacidade de absorção do mercado brasileiro, foi vertida ao espanhol e publicada na Venezuela, nos papéis assinados pelo movimentado jornalista especializado José Jacobi.
NADA AINDA - A Mercedes-Benz no Brasil desmentiu a publicação Automotive News Europe, que asseverava constar da pauta de reunião do conselho da montadora, a definição de um novo produto para a fábrica de Juiz de Fora, MG. Não há previsão, informa André Senador, número 1 da área de comunicação.
ARARA - A General Motors aproveitou o nome do projeto de seu carro pequeno para batizar sua operação industrial no Rio Grande do Sul. A logomarca do Complexo Industrial Automotivo de Gravataí tem no centro as letras GM seguras pelas garras -- como se fosse uma águia -- de uma arara azul.
JIPE - A Suzuki decidiu-se a ampliar seu foco no mercado de jipes. Depois do Grand Vitara vendido em torno de R$ 50 mil, importará o Jimny (foto acima à esquerda), evolução do Samurai, para ser vendido a R$ 30 mil. Falta apurar a regulagem mercadológica. Falta jipe de trabalho no Brasil e o sucesso destes é disposição e preço baixo. Ideal ao mercado brasileiro seria o antigo Samurai.

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Correspondência para o autor: rnasser@mymail.com.br