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Ka Turbo, a última da SR

A Souza Ramos, concessionária Ford, antecipa-se
à Volkswagen e lança um 1.000 turbinado

por Roberto Nasser

Roberto NasserA Souza Ramos, rede paulista de revendas Ford, agiu mais rápido que a Volkswagen. Desenvolveu um turbo sobre o motor Zetec Rocam 1.000 do Ka, auxiliou-o com um tratamento estético, criou uma rede de revendedores, para vender tanto o carro pronto quanto a aplicação do turbo e os adereços estéticos, e coloca o produto á venda agora no início de junho.

Chama-se Ka Souza Ramos, e será um carro polêmico. Começa pelo fato de ser montado posteriormente à produção, e continua pela coragem de introduzir modificações estéticas no Ka. E passa por curiosidades como a potência não declarada e a inexistência de conta-giros -- no caso pela absoluta impossibilidade de colocá-lo no painel sem a conotação de penduricalho.

A Souza Ramos aposta na tecnologia de baixo atrito do motor Zetec Rocam, que permite a um 1.000 de oito válvulas andar como os de 16 válvulas da concorrência. Segue pela constatação física do menor peso do Ka, relativamente ao Gol, e das menores perdas de transmissão de movimento, pelo fato do motor do Ka ser transversal ao contrário do produto VW, que o tem longitudinal.

Como informação, a Souza Ramos indica que seu Ka anda como se fosse um veículo com motor de 1,8 litro, sendo capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 9,6 segundos, sendo capaz de reações de aceleração 46% melhores que o motor aspirado.

Não é um trato de carro de corrida, mas um soprador de baixa pressão que busca sobretudo durabilidade e uso macio e suave. Especula-se que o kit decorativo -- pára-choques, capô com tomada de ar -- custaria em torno de R$ 800. O turbo em si, aproximados R$ 3.000.


Nissan chega para ocupar espaço

Um picape médio chamado Frontier, com motor diesel; um utilitário-esporte conhecido como XTerra, igualmente diesel; três automóveis de projeto ainda em gestação; US$ 300 milhões em investimento; pretensão de conquistar 15% do mercado, junto da Nissan, no ano 2005.

São estes os objetivos da Nissan, anunciados por Carlos Ghosn, número 1 da marca, primeiro passo da associação Renault-Nissan para o Mercosul. Os produtos serão construídos na fábrica da Renault, em São José dos Pinhais, PR, que iniciou em maio um processo de expansão. O Nissan Frontier será idêntico ao novo modelo 2001 do mercado norte-americano. Com ele surgirá um comercial Renault, o Master.

O Frontier terá arquitetura mecânica simples: motor diesel, injeção common rail, 2,8 litros, turbo e intercooler, 118 cv, possivelmente o Maxion HSD, câmbio de cinco marchas, reduzida e tração integral.