Best Cars Web Site

Marea 2,4, novidade da Fiat

Depois do Brava HGT e Palio 1,25, motor de
maior cilindrada e câmbio automático chegarão ao sedã

por Roberto Nasser

Roberto NasserDepois de apresentar o Brava HGT (leia avaliação) e a nova geração de motores Fire 1,25, em março, a Fiat envidará esforços para colocar no mercado uma novidade para o Marea: um novo motor, com elevada dosagem de torque e potência. A máquina tem 2.400 cm3 de deslocamento e projetados 180 cv de potência, destacando-o como o de maior potência e projetando-o como o de melhor desempenho dentre os automóveis nacionais aspirados.

O incremento foi obtido através de mudança no bloco já aplicado ao Marea dois-litros, e sua principal característica será a dirigibilidade. O sensível aumento de torque -- não definido ainda -- permitirá uso muito agradável pela desnecessidade de mudar marchas constantemente, e pela possibilidade do uso de transmissão automática. Como raciocínio, a versão 2,4 poderá motivar o desaparecimento da versão Turbo, que consegue a mesma potência graças ao adjutório mecânico que o caracteriza.

A nova Volvo V70, perua sem peruíces

V70Devagar, sem alarde, a Volvo inicia em Brasília uma série de encontros privados para mostrar seu mais novo produto, a perua V70. Dia 31 de março na Embaixada da Suécia, país de origem da marca, apresentá-lo-á ao Corpo Diplomático. Dia 1º de abril, no autódromo, a convidados especiais, para admirar, sentir e com capacidade para comprar o automóvel. Apesar da data a proposta é sem brincadeiras.

O V70 deveria se chamar V80, posto que derivado do sedã S80. Da plataforma, a Volvo trocou o motor transversal de seis cilindros em linha que equipa a versão exportada para o Brasil por um de 2.300 cm3 em cinco cilindros, turbo, 20 válvulas, com 242 cv. A composição do automóvel inclui nova transmissão automática Gearmatic de cinco marchas, muita ênfase aos equipamentos de segurança, uma das qualidades evidentes da marca, e um tipo de adaptação de equipamentos que facilitam o uso: muitos espaços de conforto, porta-trecos, copos, garrafas, e no compartimento de compras, sistemas de fixação de pacotes -- ótimos para os compradores europeus e norte-americanos, mas difícil imaginar no Brasil alguém fazendo supermercado com um automóvel destes...

V70NOVO CAMINHO

A apresentação faz parte da agressividade da marca em sua nova fase como pertencente à Ford. Quer peitar Mercedes, Audi e BMW. Mercado pequeno, distinto. Mas a Volvo quer vender exatamente status, bom comportamento dinâmico, segurança, tecnologia e charme. Um dos públicos que mais os consomem e o promovem são os nova-iorquinos, tipo ícone comportamental para o restante do mundo.

CICLO COMPLETO

Resistência, segurança, e durabilidade numa perua Volvo não são novidade para o mercado brasileiro. Em 1957, o governo federal impôs restrições de importação para viabilizar a nascente indústria automobilística nacional e a Carbrasa, representante da marca, aproveitou que a fábrica sueca vinha lançar o furgão P446 e criou no Brasil uma perua com linhas mais agradáveis que o automóvel que lhe fornecia a base. Era o P445. Há, aí, interessante referência industrial: sócio da Carbrasa, Gil de Souza Ramos, hoje também sócio da MMC, a fábrica da Mitsubishi no Brasil, é a única pessoa que cumpriu todos os estágios ligados ao automóvel no país.

Mercado de esperanças

As previsões realizadas por algumas montadoras, de que o mercado automobilístico para 2.000 seria igual ao do mau ano de 1999 e suas pouco mais de milhão e trezentas mil unidades, começa a ser revista. Lélio Ramos, diretor comercial da Fiat, reconheceu a necessidade de alterar as projeções, baseado no fato que as vendas em fevereiro, mês habitualmente fraco, estão em bons níveis, que há maior passagem de clientes e interessados pelas revendas, e que o mercado para novos e usados está otimista.

Minha visão pessoal é que, dependendo fundamentalmente do preço do petróleo e das inexplicáveis planilhas que a Petrobrás pratica para oferecer nas bombas um valor irrealmente superior à realidade, temos todas as condições para chegar a 1,5 milhão, pouco inferior a 1998: juros menores; maiores facilidades comerciais; comprador sem medo da disparada da inflação, ou do dólar, ou de perder o emprego. Basta que o Governo governe sua administração e não atrapalhe o distinto público.

Táxi: enfim, quatro portas

Demorou, mas o Governo Federal baixou norma que inicia corrigir incoerência nacional, determinando que só poderão ter abatimento de IPI como taxis, os carros com quatro portas. É uma daquelas medidas que parecem estar claras, mas nunca reguladas. A Fundação Memória do Transporte, entidade que funciona em Brasília, fez esta proposta em vários balcões oficiais -- do Confaz ao Contran -- e o assunto passava batido.

Agora, definida pela Medida Provisória 1939-25 de 4/2/2000, começa a haver coerência com o usuário. O taxi é uma concessão pública e os passageiros merecem segurança, bom trato, e o mínimo de conforto que as duas ou três portas não oferecem. O serviço não está completo. Falta exigir portas traseiras maiores que as dianteiras, fixação do ângulo de sua abertura, ar-condicionado ou aquecedor para os usuários do banco traseiro, cintos retráteis. É questão de não diminuir a cobrança.

Roda-a-roda

SEGURO - O Seguro Obrigatório está com os dias contados. A sociedade se cansou com o alto custo, a falta de benefícios, o estranho grupo que divide percentuais da arrecadação, e Procon e Ministério Público questionam sua existência. É a oportunidade para se criar a obrigatoriedade de um seguro sério que também cobrisse prejuízos materiais.

RECOMEÇO - Kyioshige Ishii, novo presidente da Suzuki no Brasil, está recomeçando a empresa. Redução de pessoal, controle absoluto de todos os gastos, tipo viabilização e resultados.

ESPAÇO - As primeiras unidades do CRV, o pequeno SUV -- utilitário-esporte -- da Honda, já estão no porto. A comercialização deverá começar em março. Não é apenas um veículo a mais no rol da Honda. Ele chegou a ter a produção local anunciada, mas o aumento do dólar cancelou a medida. Como tem a plataforma do Civic, é meio caminho industrial andado. Começa importado, faz mercado, será nacionalizado.

AMPLIAÇÃO - A Toyota, depois de reduzir em 30% o tempo de produção de cada Corolla, começará a girar com dois turnos na fábrica de Indaiatuba, SP, esgotando sua capacidade de produção, 1.500 unidades/ano. Com isto, chega ao dilema: investe para aumentar a capacidade e variar produtos, ou fica esperando boas condições de mercado?

OPÇÃO - A dúvida é construtiva: caminha para a construção de mais um prédio industrial, destinado a aumentar a produção do Corolla, ou espaço para a criação de variáveis dos produtos atuais. O Yaris, tão cogitado como o Toyota no segmento dos 1.000, está em suspenso. Sua fabricação só seria viável em grande escala.

RENOVAÇÃO - O Governo está perdendo a chance de viabilizar o programa de Renovação da Frota como conquista sua. Amorna o assunto há dois anos, num longo e tedioso ping-pong com a Anfavea. Agora outros segmentos iniciam a forçar o projeto. A Fenabrave, que reúne concessionários, faz discussão nesta semana, e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, monta seminário envolvendo desde o governador Mário Covas até o empresário Antônio Ermírio de Morais para discutir a matéria.

Página principal - e-mail

Correspondência para o autor: rnasser@mymail.com.br