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Picasso, segundo tempo
das minivans

por José Roberto Nasser

Roberto NasserA Citroën apresentou sua minivan compacta. Conseguiu com a família Picasso o uso do nome do genial pintor e a reprodução de sua assinatura para bem assimilar o produto. A briga familiar em torno da cessão acabou promovendo o automóvel.

Deve-se vê-la como um segundo tempo neste tipo de carroceria, sobre a qual ainda não se sabe se opção lógica de distribuição de espaço, que sinaliza um caminho para o futuro na conquista de clientes, ou apenas mais um modismo.

No caso a Picasso -- pronunciada insistentemente pelos franceses Picassô -- é uma cunha de importância neste mercado recém-descoberto. Tem o nome, conhecido e reverenciado, a imponência dos grupos ópticos frontal e traseiro; e a formulação construtiva. Emprega maior distância entre eixos que seus concorrentes europeus -- e a nacional Renault Scénic --, obtendo maior comprimento e necessidade de menor altura para atender às suas necessidades de transporte de passageiros; variedade e numerosa bagagem em seu porta-malas formal, o maior da categoria; inúmeras gavetas e alçapões distribuídos pelo carro.

Esteticamente é mais suave que a fórmula conhecida nos produtos atualmente no mercado, e o uso dos eixos mais separados permite sensações de uso mais assemelhadas às de um sedã. Porém, para manter viva a aplicação utilitária, a Picasso traz em seu porta-malas um dobrável carrinho de compras.

Lá e cá

Francesa de projeto, espanhola por fabricação, a Picasso sinaliza previamente boa listagem de encomendas em suas três motorizações: 1,6 e 1,8 16V a gasolina, e dois-litros HDI, diesel. Na Europa as vendas começam ainda este mês, no Brasil daqui a um ano. A fábrica que a PSA, holding da Peugeot e Citroën, constrói em Porto Real, RJ, deverá ter pronta a pré-série para testes em agosto, com vendas projetadas para as semanas finais de 2.000.

Relativamente à bem equipada francesa, terá adequações como a distância livre do solo aumentada em 20 mm; uma placa inferior em aço para proteger os órgãos mecânicos; ar-condicionado mais potente, apto a enfrentar a demanda por maior troca de calor; suspensão mais reforçada; tratamento contra os ataques do álcool. Internamente, há dúvidas sobre o emprego bolsas infláveis laterais. O automóvel apresentará melhor tratamento termoacústico e tecidos serão mais encorpados -- é que no Brasil o Picasso se destinará a usuários com renda superior e maiores exigências que o comprador europeu.

A transmissão será encurtada, o que significa que a velocidade máxima deverá ficar em torno de 180 km/h. Para o mercado brasileiro e do Mercosul a Citroën quer maior aceleração, melhor capacidade de recuperação. Velocidade máxima é critério de segundo nível.

O comando francês desta montadora quer que a motorização seja de 1.800 cm3, mas Sérgio Habib, hoje representante e importador, que à inauguração da fábrica brasileira será o presidente da empresa comercial, argumenta a necessidade de um de 2.000 cm3 para melhor disposição do veículo, cujo peso deverá ficar em torno de 1.400 kg.

Preço? Projetado como 5% mais que a Xsara Break, ou seja, R$ 35.500. Curiosa relação: a Break é importada.

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Correspondência para o autor: rnasser@mymail.com.br