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O esportivo mais famoso faz 50 anos

Completa meio século o Mercedes-Benz 300 SL
Gull Wing, conhecido por suas "asas de gaivota"

por Roberto Nasser - Fotos: divulgação

Roberto NasserCarros especiais têm histórias especiais. O Mercedes-Benz 300 SL, conhecido no mundo pelas traduções do apelido “Asa de Gaivota“, é um deles. De celebridades e ícones pode-se dizer o que quiser, que críticas não o rebaixam. Ao contrário, só insensam seu mito.

O 300 SL, um dos veículos com maior personalidade construtiva, bons resultados dinâmicos, insólita maneira de abrir as portas para cima, na verdade foi um viabilizador de tecnologia.

Digam o que quiserem: que entrar é uma mão-de-obra; que ficar lá dentro é apertado; que a ventilação é deficiente; que, se começar a derrapar de traseira, é melhor começar a rezar, preferivelmente em alemão, porque no computador celeste é onde estão arquivados os dados sobre o carro.

Bis histórico
Começou em protótipo como uma complicação: chassi em treliça de tubos, carroceria em alumínio moldado à mão, motor diesel, de caminhão, transformado para ciclo Otto, a gasolina. Tão alto que funcionava inclinado. Com uma novidade, injeção direta, mecânica. Venceu onde alinhava. Para a Mercedes, estava ótimo. Empresa alemã, com a primeira geração de produtos pós-guerra, a imagem de vencedora se prestava enormemente à promoção das vendas.

Mas o importadora americano da marca — naquela época os negócios eram pequenos, as marcas menores embora em maior quantidade, e o que havia eram empresas que funcionavam como representante e distribuidor — Maximilian “Max“ Hoffman viu no carro grandes possibilidades. A Mercedes ouviu, mas não concedeu. Max insistiu, e ouviu de volta que, se bancasse a compra de 500 unidades, a empresa faria o carro.

Era a repetição de história idêntica, ocorrida cinco décadas antes, quando o representante da Daimler em Cannes, na França, desenhou um carro, que pelo revolucionário encerrou a era das carruagens sem carroça, e iniciou a do automóvel. Mas não conseguiu convencer o velho Gottlieb Daimler, fundador e dono da fabriqueta, que exigiu, para fazer tal insânia, que Emil Jellinek, o importador, pagasse 35 encomendas. Jellinek pagou, batizou o carro de Mercedes, mudou a história.

Meio século depois Max ouviu a mesma dúvida histórica: prometeu pagar, e a Mercedes melhorou o carro e