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Férias, revisão, seguro e celular

Os carros exigem menos cuidados, mas ainda há
medidas para sua viagem de verão ser tranqüila

por Roberto Nasser - Fotos: divulgação

Roberto NasserTodo ano, pré-férias de julho e final de ano, me pergunto quando será a última vez que escreverei sobre a mescla de revisão no carro e comportamento nas estradas. A dúvida é pelos carros, melhorados em performance, durabilidade e economia, reduzindo sua manutenção.

Há poucos anos, o espaço para troca do óleo lubrificante do motor era 1.500 km. Assim, a motoristas em longas jornadas em férias, tão comuns neste país continente, eram mandatórias as paradas para trocá-lo — na estrada. Pneus? Duravam 10 mil quilômetros e furavam facilmente. A partir da metade da vida útil, viagens longas provocavam dúvidas: trocar os quase-ainda-bons? Arriscar-se? Platinados? Fechavam, abriam, queimavam, provocavam enguiços, exigiam reparos.

Outra complicação a viajantes de carro, de cidade alta para o litoral e vice-versa, era a regulagem para-pôr-o-motor-no-ponto — a pressão atmosférica difere, e por isto mistura combustível e ponto de ignição exigiam ajustes.

Havia um especialista meritoriamente referenciado em Juiz de Fora, MG, o Manoel Tristão. Conhecedor dos porquês dos automóveis, com manuais de mecânica de nacionais e importados, ferramentas de primeira, assim como ele. Unhas limpas, fala correta e macia, recebia carros com hora marcada e recomendação prévia: motor lavado e seco, porque para o bom Manoel mecânica não se confunde com sujeira.

Pois possuía, na aprazível cidade mineira que se orgulha de sua fábrica de Mercedes Classe A — e de seus carros que se enferrujam, porque a nova estrada para o Rio aproximou-a do mar... —, clientela brasiliense. Que, para lá descendo, pré-regulava os motores para a beira-mar. Na volta, o contrário: desfazia os acertos para adequá-los à altitude do Planalto. Parar no Manoel garantia boa viagem.

O bom Tristão ou outros, de outras cidades, integram o folclore daquela época, quando os textos de jornais, sobre viagens, aconselhavam desde comer azeitonas verdes para não enjoar; até levar papel prateado, de maço de cigarros, para improvisar fusível na instalação elétrica, muito sujeita a problemas e panes... Folclóricos tempos.

Os carros de hoje melhoraram muito, reduzindo mão-de-obra e riscos. A frota, em média com 10 anos, possui sistemas eletrônicos de injeção de combustível e ignição. Sua qualidade evoluiu; óleos duram pelo menos 5.000 km, alguns 20.000 km; pneus, mais de 50 mil — os carros da Subaru garantem-nos pelo dobro; riscos de pane se abrandaram; as velocidades médias aumentaram.

Mas a parte rolante continua primária; os buracos das cidades desalinham a direção; a onipresente Correia Dentada é terror. Garantidas para 50 mil km, quando não duram, o conserto consome o orçamento das férias. Isto e a parte antiga dos automóveis — mangueiras, radiador, bateria, alternador, luzes, limpadores de pára-brisas, direção, suspensão, freios, devem ser revistos, e dependendo, ter componentes de reserva.

No básico, no carro, revise seguindo o Manual do Proprietário. Com você, acautele-se no como conduzir, pois viagens não são grande expressão de liberdade individual, mas ocasião em que todas as liberdades se encontram na estrada.

Uma observação. Tens carro 1,0-litro e família grande, vá de ônibus. Carro mil, carregado na estrada, é perigosamente limitado.

E uma conclusão: nos dias atuais, virada do século, o melhor jogo de ferramentas que alguém pode ter, é seguro do carro com cobertura de socorro em estrada, e telefone celular. Boa viagem.

Em junho, o novo Ranger

A Ford prepara nova modelia para o picape Ranger (na foto o modelo atual). Baseia-se em três pontos para retomar bons números de vendas, em queda por preços elevados. O foco do novo modelo será novas linhas, preço contido e competitivo com a GM, e motorização.

As novas feições não serão cópia do modelo norte-americano, mas trabalho da equipe brasileira de desenho, a mesma que projetou o EcoSport. Quanto a preços, a empresa revê toda a operação, a partir da fábrica, na Argentina e a distribuição por sua base operacional, em Camaçari, BA. Melhorar a logística e prazos entre produção e entrega ao consumidor final é um dos objetivos para reduzir preços.

Quanto à motorização, a empresa manter-se-á fiel ao uso do International Power Stroke. Mas ao final do ano oferecerá nova versão deste motor, com 16 válvulas e 170 cv. Continua

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Data de publicação: 16/12/03